CRIME BÁRBARO

Ministério Público vai investigar caso de gato que teve patas decepadas

Mariana Dandara | Redação ANDA

Valente, como passou a ser chamado o gato, foi resgatado por uma ONG de proteção animal após ser agredido


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Foto: Arquivo pessoal

O caso do gato que teve duas patas decepadas com um facão em Sorocaba, no interior de São Paulo, tornou-se alvo de uma investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). O agressor do animal não foi identificado até o momento.

Na última terça-feira (16), o promotor Jorge Alberto Marum assumiu a responsabilidade por um procedimento preparatório do inquérito civil que considerou o crime como prática de “dano a direito difuso”.

A Prefeitura de Sorocaba, a Polícia Ambiental e a Delegacia Seccional estão entre os órgãos que terão informações sobre o caso solicitadas pelo Ministério Público.

Valente, como passou a ser chamado o gato, foi resgatado por uma ONG de proteção animal após ser agredido. No documento redigido pelo MP, o órgão parabeniza a entidade por ter prestado socorro ao gato.

Marum considerou que o crime praticado contra o animal é “bárbaro e deve ser punido exemplarmente”. Até o momento, a informação repassada por testemunhas é de que Valente foi mutilado por um usuário de drogas na região da Vila Helena.

Internado em uma clínica veterinária, o gato recebeu os cuidados necessários e precisou passar por cirurgia. Após se recuperar, ele será disponibilizado para adoção responsável.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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