CRUELDADE

BBB21: Caio é criticado após dizer que colocou ovo quente na boca de cachorro

Mariana Dandara | Redação ANDA

Após afirmar que deu ovo quente para o cachorro, Caio desmentiu e disse que estava brincando, mas foi criticado por fazer piada com maus-tratos a animais


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Foto: Reprodução/Instagram/Caio Afiune

O participante do Big Brother Brasil 21 Caio Afiune gerou revolta nas redes sociais após afirmar que colocou um ovo quente na boca de um cachorro para tentar fazer com que o animal parasse de comer ovos de galinha.

“Tudo o que você imagina de trem que eu fiz para ele largar essa mania aí, eu já fiz. Já esquentei ovo, coloquei fervendo na boca do cachorro e fechei”, afirmou.

Na internet, centenas de comentários foram feitos em repúdio à declaração do participante. “Meu, o Caio falou que esquentou o ovo quente e deu para o cachorro comer. Poxa, Caio, esperava mais de você”, escreveu um internauta.

“Caio falou hoje para o Rodolfo que uma das formas que ele tinha de impedir que o cachorro comesse os ovos das galinhas era colocar ovo quente fervendo (como ele mesmo disse) na boca do cachorro e segurar. Torturador de animais”, disse outro.

“Gente, e o Caio falando que colocou ovo quente dentro da boca do cachorro. Poxa, Caio, até gostava de você, mas essa atitude para mim é inadmissível. Crueldade, crime”, afirmou um terceiro internauta.

Através das redes sociais, a assessoria de Caio afirmou que o participante nunca maltratou animais e que a frase dita por ele foi tirada de contexto. Isso porque, logo após afirmar que deu um ovo quente para o cão, Caio completou: “Tô brincando, isso eu nunca tive coragem de fazer. Mas já quebrei o ovo e passei na cara do cachorro para ver se o cheiro podia dar nojo nele”.

“Não existe nenhuma declaração de maus-tratos do Caio como tem sido espalhado nas redes sociais. O vídeo é um diálogo em que ele já esclarece que jamais agrediria um animal”, diz nota divulgada pela assessoria do participante do BBB21.

“De forma isolada, as interpretações ferem a conduta e o caráter do Caio e ficamos tristes com a proporção que isso ganhou, já que se trata de uma notícia intencionalmente editada. As conversas e julgamentos publicados nesta terça são inverdades e esperamos que o vídeo completo esclareça essa situação”, continua.

Apesar das explicações dadas pela assessoria, a ativista pelos direitos animais Luisa Mell fez críticas ao participante do programa. Segundo ela, Caio pode ter desmentido o ato após perceber que repercutiria mal admitir ter maltratado um cachorro. Luisa disse ainda que, mesmo que a declaração de Caio tenha sido apenas uma brincadeira, não é aceitável fazer piada com maus-tratos a animais.

“É nojento ver como a violência contra vulneráveis é naturalizada e vira piada na boca das pessoas. Se ele queria aparecer, então aí está: crueldade contra animais é prática vedada pela constituição, logo, crime”, afirmou a ativista.

“Crueldade contra cães não é normal nem nunca será. Independente do motivo. Alguém brincaria no BBB dizendo que estuprou alguém? Dizendo que enfiou um ovo fervendo na boca de uma criança para ela aprender algo? Para mim parece que ele falou e depois se lembrou das milhões de pessoas neste país que amam cachorro e tentou mudar”, completou.

Lei Sansão

Recentemente sancionada, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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