RETROCESSO

ONGs contestam exploração de petróleo em áreas ricas em biodiversidade

Redação ANDA

Caso essas regiões sejam vendidas para a exploração de petróleo, muitos animais serão colocados sob risco, inclusive espécies ameaçadas de extinção


Escute
Uma das regiões que serão leiloadas fica perto do Parque Nacional de Fernando de Noronha (Foto: Guilherme Amado / Agência O Globo)

O Observatório de Petróleo e Gás, o Instituto Internacional Arayara e o Instituto Coesus se posicionaram contra a oferta de áreas petrolíferas em regiões brasileiras ricas em biodiversidade e ameaçaram acionar a Justiça. As entidades ambientalistas denunciam que o leilão agendado para outubro pelo governo não inclui avaliação ambiental integrada e ignora recomendações do Ibama e do ICMBio.

As ONGs afirmam ainda que existe a possibilidade de litígio, o que poderia gerar insegurança jurídica para os compradores. Com base nesses argumentos, as instituições pediram, em reunião realizada na última quarta-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a retirada das áreas do leilão.

Os questionamentos se referem às bacias de Potiguar e Pelotas. Caso essas regiões sejam vendidas para a exploração de petróleo, muitos animais serão colocados sob risco, inclusive espécies ameaçadas de extinção, que podem desaparecer definitivamente, como baleias e tartarugas.

Em relação aos blocos localizados no Rio Grande do Norte, a situação é ainda mais problemática. Isso porque eles ficam perto da Reserva Biológica do Atol das Rocas e do Parque Nacional Fernando de Noronha, que seriam severamente prejudicados não só pela exploração do petróleo, como por possíveis derramamentos da substância no mar.

O leilão seria realizado no ano passado, mas foi adiado para outubro de 2021 por conta da pandemia de coronavírus. O objetivo da ANP é oferecer 92 blocos, sendo 50 na bacia de Pelotas e 14 no Rio Grande do Norte, sem avaliação ambiental prévia.

Para isso, a ANP defende argumentos dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente que afirmam que a ausência de avaliações ambientais “não compromete os aspectos de proteção ambiental e segurança operacional, já que há instrumentos que obrigam as empresas a implementar medidas preventivas e de mitigação de impactos”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

POLÍTICA PÚBLICA

RECOMEÇO

BANALIZAÇÃO

CAZAQUISTÃO

DESMATAMENTO

BARBÁRIE


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>