DESPEDIDA

Marina Ruy Barbosa lamenta morte de gata: ‘estava comigo há mais de 17 anos’

Redação ANDA

Raquel, como era chamada a gata, vivia com a atriz desde que ela tinha apenas oito anos de idade


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Foto: Instagram/Aguinaldo Silva

A atriz Marina Ruy Barbosa usou as redes sociais para homenagear sua gata, que morreu recentemente. Na publicação, a artista expôs a tristeza de vivenciar o luto causado pela perda de um animal.

Raquel, como era chamada a gata, vivia com a atriz desde que ela tinha apenas oito anos de idade. Atualmente, Marina tem 25 anos. Tanto tempo de convivência torna a despedida ainda mais dolorosa.

Na publicação, Marina não informou a causa da morte da gata. Para contar o que havia acontecido com Raquel, a atriz publicou uma foto da gata dentro de uma espécie de gaiolinha.

“Hoje perdi mais uma gatinha. Raquel que estava comigo há mais de 17 anos”, escreveu Marina.

A gata recebeu este nome para combinar com Ruth, a outra gata que era tutelada por Marina e que também já morreu. Os nomes dos animais faz menção a duas personagens da novela Mulheres de Areia.

Luto

A ligação entre humanos e animais domésticos já foi objeto de estudos pelo mundo todo, qualificada e quantificada, cientificamente comprovada, a dor da perda de um animal com quem dividimos a vida é igual ou senão maior que a perda de um ente querido humano e causa luto e tristeza que impactam de forma intensa na vida do tutor.

Muito da força e intensidade dessa dor, segundo alguns autores, viria da forma como são forjados os laços únicos que se formam entre tutor e companheiro de quatro patas. Laços que individualizam esse tipo de relação, muito ligados à capacidade incomparável dos animais de oferecer amor incondicional, lealdade, cumplicidade, solidariedade e companheirismo qualidades singulares a esses seres sencientes.

Muitas relações humanas não alcançam a intimidade que um tutor desenvolve com seu animal, uma cumplicidade e devotamento que crescem durante os anos de convivência e fazem bem tanto aos humanos como aos animais. Um conforto pela presença um do outro, a sensação de paz ao toque de pelos e peles, a ansiedade pelo afago ao abrir a porta de casa, sentida dos dois lados da relação.

É neste ponto que o luto e a perda de um companheiro animal ficam mais doloridos ainda. Quando eles partem, deixam um vácuo que era preenchidos por sensações boas, momentos felizes, e um amor que não se compara a nenhum outro: incondicional.

A falta da presença de um companheiro animal causa tristeza profunda e pode até impactar na forma como o tutor vive e em sua rotina.

De acordo com a psicóloga Julie Axelrod, existe uma ausência mais profunda sentida: “Não se trata apenas de perder o animal doméstico”. Ela afirma que parte disso é que trata-se da perda de uma fonte de amor incondicional e conforto, bem como um companheiro inigualável.

Sem mencionar que essa perda leva a uma enorme ruptura na rotina diária, muitas vezes maior que a perda de entes queridos humanos. Tutores organizam seu dia a dia de acordo com seu cão (ou gato, ou seu animal doméstico), e de repente não ter essa ordem pode deixar o tutor completamente perdido.

“Um fato realmente triste que os tutores que perdem seus companheiros contam, é que por um tempo, eles continuam a pensar e realizar as coisas como se seus animais ainda estivessem vivos. Por exemplo, quando algo cai em outro cômodo eles se pegam chamando automaticamente pelo animal para checar se está tudo bem, ou eles chegam a ouvir os ruídos que seus companheiros faziam pela casa, mesmo eles não estando mais lá”, conta a estudiosa.

A culpa também tem o seu papel no luto, pois muitas vezes o tutor se vê obrigado a fazer uma escolha difícil para acabar com o sofrimento do companheiro. Embora seja a opção mais humana a ser feita, não é a mais fácil, ainda mais quando se trata de dizer adeus.

Pensamentos de que havia mais que poderíamos fazer mais e não fizemos, trazem outro nível de dor que simplesmente não conseguimos suportar.

A perda de um animal doméstico é um momento delicado e dolorido – reconhecido inclusive cientificamente – e é absolutamente normal e correto sentir a dor da perda e ficar desorientado. Eles são membros da família, não importa o que aqueles que não compreendem essa dor ou não sabem o que é o amor de um animal digam.


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