MAUS-TRATOS

Polícia resgata 90 gatos que viviam confinados em espaço reduzido

Redação ANDA

Os gatos receberão atendimento veterinário e ficarão em lares temporários até serem adotados


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Foto: André Salamucha/RPC

A Polícia Civil resgatou 90 gatos no bairro Boa Vista, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, na manhã da última segunda-feira (1º).  A ação atendeu a uma determinação da Justiça.

No local, 156 gatos eram mantidos em espaços reduzidos no quintal, em uma estrutura semelhante a um canil, com divisórias. Os 90 animais resgatados nesta semana foram levados ao Centro de Referência Animal em Risco (Crar). Eles ficarão em lares temporários até que encontrem novos tutores.

A advogada Cristiane Baron Beraldo, advogada da tutora dos gatos, informou ao G1 que acionou a Justiça para recorrer do mandado que levou ao resgate dos animais. A defesa justifica que os gatos não sofriam maus-tratos.

No entanto, o veterinário Cristóvão Câmara Pereira aponta que os gatos eram maltratados. “A condição física deles está boa, eles têm água e ração disponíveis. Mas o problema é a superlotação, o pequeno espaço para cada gato exercer o instinto natural da espécie e nesse espaço eles não conseguem. Se fossem menos felinos eles teriam mais condição de exercer o comportamento da raça e seriam mais felizes”, explicou.

A Polícia Civil explicou que a tutora dos gatos foi presa em fevereiro do ano passado, quando tutelava 380 animais, que foram resgatados. Em dezembro, quando mais 160 gatos foram salvos, ela foi levada novamente à delegacia.

“Hoje está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão dentro do procedimento que houve flagrante uns meses atrás. Após uma conversa com o Crar e o Grupo Fauna, que verificaram qual a capacidade de absorvição de animais com o cumprimento hoje, os gatos devem ser colocados para tratamento e reinserção em um lar provisório até a decisão final da Justiça. No local, verifica-se que os animais já estão em condição melhor, e com redução do numero de animais auxiliará no bem-estar deles”, disse o delegado Maurício Souza da Luz, responsável pelo caso.

 


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