ESTUDO

Pesca leva ao desaparecimento de mais de 70% de tubarões de várias espécies

Redação ANDA

O tubarão-oceânico é uma das espécies que se encontram à beira da extinção, com redução de 98% em sua população por conta da pesca para uso de suas barbatanas


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(Foto: Pixabay)

A pesca global levou ao desaparecimento mais de 70% de animais de várias espécies de tubarão e raia. Um estudo produzido pelo departamento de Ciências Biológicas da Universidade Canadense Simon Fraser alertou para o “enorme buraco” de consequências desconhecidas causado nos oceanos por conta da redução nas populações desses animais marinhos.

O tubarão-oceânico é uma das espécies que se encontram à beira da extinção, com redução de 98% em sua população por conta da pesca para uso de suas barbatanas. A queda no número de tubarões-martelo e arraias-manta também preocupa os pesquisadores.

“É um declínio pior do que o da maioria dos grandes mamíferos terrestres e semelhante ou igual ao da baleia azul”, disse à AFP o professor Nick Dulvy, do departamento de Ciências Biológicas.

O estudo analisou 31 espécies de tubarões e raias, sendo três quatros em perigo de extinção. “Sabíamos que a situação era ruim em muitos lugares, mas isso veio de vários estudos e relatórios, era difícil ter uma ideia da situação global”, afirmou o cientista Nathan Pacoureau, que co-assinou o estudo.

“Revelamos um risco crescente de extinção para grandes espécies nos maiores e mais isolados habitats do planeta, que muitas vezes pensamos estar protegidos da influência humana”, completou.

De acordo com os pesquisadores, que publicaram o estudo na revista Nature, “os dados revelam um buraco enorme e crescente na vida do oceano”. Eles reforçam que o aumento no uso de palangres e redes de cerco, que dobrou em 50 anos, piorou a situação da vida marinha, já que esses artefatos capturam não só os peixes, que são alvo principal da matança, mas também outras espécies, capturadas acidentalmente.

As 18 espécies com mais informações disponíveis sofreram queda de mais de 70% em suas populações desde 1970, segundo estimativas dos especialistas, que ficaram surpresos com a descoberta. No caso do tubarão-do-oceano, do tubarão-martelo-comum e do tubarão-martelo-gigante, a queda foi de mais de 80%.

O estudo alertou ainda para a vulnerabilidade dos tubarões e das raias, que integram populações que crescem lentamente e se reproduzem pouco. Além disso, segundo Pacoureau, os órgãos regionais que regulamentam a pesca “não listaram a proteção de tubarões e raias como uma prioridade”.

Para o especialista, proteger as espécies é uma forma eficaz de garantir a sobrevivência de cada uma delas – como aconteceu com o tubarão-branco, que retornou à costa dos Estados Unidos após ser protegido.

Nota da Redação: a ANDA repudia a pesca não só pelas consequências devastadoras que essa atividade gera em relação ao ecossistema e a animais como tubarões, raias, tartarugas e golfinhos, que são capturados acidentalmente, mas por entender que os peixes também devem ter seu direito à vida garantido. Nenhum animal existe para satisfazer o paladar humano, que pode se deliciar com inúmeros pratos de origem vegetal que não são manchados pelo sangue e pelo sofrimento de seres sensíveis.


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