RETROCESSO

Programa de manejo animal é desmantelado em Três Corações (MG)

Redação ANDA

Protetores de animais da região temem que a falta de recursos para o Canil Municipal culmine na execução dos animais abandonados


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Ativistas temem que os animais sejam sacrificados novamente (Foto: Pixabay)

O Centro Operacional da Defesa Animal (CODA), que era realizado na cidade de Três Corações, em Minas Gerais, está sendo desmantelado pela prefeitura do município. Segundo o Secretário do Meio Ambiente Marcelo Murad, essa demanda não é mais de responsabilidade do município. Afirmou, ainda, em áudio, que o município não irá mais investir recursos no atendimento a animais, “sendo que tem que atender vidas”.

O Prefeito eleito, José Roberto de Paiva Gomes, vulgo “Gordo Dentista”, anunciou nas redes sociais da prefeitura, nesta terça feira (26), que a atual gestão está “remodelando o Canil Municipal”. A partir de agora os animais recolhidos voltarão a ser levados para o Canil, onde viverão amontoados e sem perspectiva de um programa de adoção responsável, muito menos de uma política pública de manejo ético, assim como foi na gestão anterior desse mesmo prefeito, quando os animais ainda eram sacrificados como forma de controle.

Até o ano passado, o município de Três Corações vinha se destacando na execução de políticas públicas de proteção e defesa animal. Há seis anos, ações realizadas pela ONG Arca de Noé humanizaram o Canil Municipal, colocando fim à prática de sacrifício de animais saudáveis retirados das ruas pela “carrocinha”. Nos últimos dois anos, a entidade firmou uma parceria inédita entre o Legislativo Municipal, o Poder Executivo e o Terceiro Setor. Foram adotadas políticas públicas mais efetivas para o controle populacional de animais no município, dando cumprimento à Lei Estadual nº 21.970/2016, que agora passará a ser descumprida.

Através do CODA, os animais resgatados eram tratados, vacinados, castrados, vermifugados, microchipados e disponibilizados para adoção responsável. Os que não encontravam novos lares voltavam para a comunidade onde estava inseridos e eram acolhidos pela população através do programa do cão comunitário – e continuavam disponíveis para adoção com identificação por meio de coleira exclusiva.

Durante todo esse tempo, estimativas apontam que cerca de 2.500 castrações foram realizadas e mais de 2.000 adoções responsáveis foram intermediadas. Agora, com o fim do CODA, os protetores de animais da região temem que a falta de recursos para o Canil Municipal culmine na execução dos animais abandonados.


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