CRUELDADE

Homem mata cachorro a facadas na Bahia e foge após o crime

Redação ANDA

Relatos de pessoas que presenciaram o crime indicam que o cão não tinha tutor e vivia em situação de rua


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Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Um homem matou um cachorro esfaqueado na cidade de Ubatã, na Bahia. Após golpear o cachorro com uma faca na manhã da última terça-feira (26), o agressor fugiu.

Testemunhas relataram que o homem é açougueiro e que ele matou o cachorro após o animal, que estava faminto, pegar um pedaço de carne dentro do estabelecimento.

A Polícia Militar informou que o homem matou o cachorro por volta das 9h30, na região central do município. Relatos de pessoas que presenciaram o crime indicam que o cão não tinha tutor e vivia em situação de rua – o que, inclusive, explica a fome que o animal sentia, já que na rua os cães padecem sem ter o que comer.

Policiais foram acionados e estiveram no local, mas não conseguiram efetuar a prisão do agressor, que fugiu após matar o cachorro. Os agentes também descobriram o endereço da residência do homem e foram até o imóvel, mas também não encontraram o homem no local.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que irá contatar o agressor para que ele preste depoimento.

Lei Sansão

Recentemente sancionada, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.


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