LIVRE DE PRECONCEITOS

Cadela cega é adotada após esperar por uma família por mais de cinco anos

Redação ANDA

Após ser rejeitada por pessoas que não cogitavam tutelar uma cadela cega, Babi encontrou um novo lar


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Gabriele e Babi (Foto: Divulgação /Apipa)

O passado de Babi é sombrio. A cadela conheceu o pior do ser humano e viveu experiências terríveis. O sofrimento, no entanto, não encontra mais espaço em sua vida. Em seu novo lar, a cadela cega que foi resgatada de um lixão em Teresina, no Piauí, não vivencia nada além do amor genuíno que recebe de sua família.

Após esperar pela adoção por mais de cinco anos, período em que viveu no abrigo da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), Babi foi adotada. E se por um lado os pretensos adotantes do passado a rejeitavam por ser cega, sua nova tutora é livre de preconceitos.

Enquanto esteve na Apipa, a cadela chamou a atenção de algumas pessoas. Nenhuma delas, no entanto, insistiu na adoção após saber que Babi é cega. “Muitas pessoas se interessavam, mas eu explicava as dificuldades que ela tinha e logo as pessoas desistiam. Muitas falavam que não tem tempo de cuidar, que não tinham tempo para dar atenção”, contou ao G1 a voluntária da entidade Jane Haddad.

Foi Jane quem encontrou a cadela abandonada. Ainda filhote, ela estava dentro de uma caixa em um lixão na Vila Irmã Dulce. “Os urubus estavam em cima dela. Ela estava sem os olhos e eu a coloquei no meu carro para levá-la a uma clínica. Quando cheguei lá, Babi estava em pé”, lembrou.

“Eu não desisti e decidi lutar pela sobrevivência dela. Foram anos de tratamento, porque ela teve anemia e a doença do carrapato. Mas, Babi se recuperou bem e logo se adaptou na Apipa”, completou.

Lana e Babi (Foto: Divulgação /Apipa)

Depois de vencer o abandono e os maus-tratos, a cadela superou também o preconceito com sua deficiência. Tratada como membro da família, ela hoje vive em uma casa com Gabriele e Lana, duas crianças que são apaixonadas pela companheira de quatro patas.

A adoção aconteceu após a família entrar em contato com a entidade e agendar uma visita para conhecer Babi. Foi no dia 16 de janeiro que as meninas puderam, enfim, encontrar a cadela. A relação de amor entre elas surgiu de imediato.

“Ela já está adaptada na nova casa, uma das meninas lê historinhas para a Babi. O amor entre elas parece coisa de outra vida”, concluiu Jane.


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