DE OLHO NO PLANETA

Observatório do Clima visa ações que reduzem emissões de gases do efeito estufa

Indira Rodrigues | Redação ANDA

30/12/2020

Para cumprir Acordo de Paris, o Brasil deve diminuir em 81% as emissões de gases do efeito estufa até 2030


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Imagem: Pixabay

A recomendação apresentada pelo Observatório do Clima é um acerto de responsabilidade ambiental para o Brasil contribuir para um mundo com mais segurança climática. A NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) do Brasil, principal aliança internacional do país referente à área de mudança do clima, firmou a proposta, ainda neste ano, de redução de emissões líquidas de 81% sendo válido até 2030. Resultando, ao fim da próxima década, emitindo no máximo 400 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Embora, em 2015, foi feito uma proposta elaborada pela OC.

“Assim como fizemos em 2015, estamos colocando a barra da ambição do Brasil. Isso é necessário e urgente, porque o mundo está entrando num novo normal em termos de combate a emissões. Vários países já sinalizam que vão zerar suas emissões líquidas em 2050. O aumento de ambição das metas climáticas está se tornando uma precondição para competir no cenário global neste século e o Brasil, se continuar parado, corre o risco de jogar fora mais uma oportunidade histórica de se desenvolver e ao mesmo tempo dar segurança à sua população”, disse Tasso Azevedo, coordenador técnico do Observatório do Clima.

Em 2015, a instituição propôs a primeira NDC da sociedade civil no mundo, recomendando que o Brasil pratique uma meta absoluta de redução de emissões de gases-estufa. A atual proposta tem uma diferença importante em relação à de 2015. Segundo, a OC a meta anterior foi calculada sem considerar as chamadas remoções de carbono da atmosfera por áreas protegidas. “ Trata-se de um “deflator” aplicado pelo governo no reporte das emissões do Brasil. A Convenção do Clima autoriza que remoções antrópicas sejam computadas e o governo brasileiro argumenta que, como manter unidades de conservação e terras indígenas demanda esforços de demarcação e fiscalização, o carbono sequestrado por suas florestas é uma remoção “antrópica”.

O novo plano de redução de emissões, o OC recomenda que o Brasil adote uma série de políticas públicas para facilitar a realização do acordo, entre elas:

● eliminar o desmatamento em todos os seus biomas até 2030;
● restaurar 14 milhões de hectares em áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente entre 2021 e 2030;
● restaurar e recuperar 27 mil hectares em áreas de apicuns e manguezais entre 2021 e 2030;
● recuperar 23 milhões de hectares de pastagens degradadas entre 2021 e 2030;
● implantar 13 milhões de hectares de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (LPF) entre 2021 e 2030;
● ter 80% das áreas de lavouras do Brasil cultivadas sob sistema de plantio direto até 2030;
● aumentar em 2 milhões de hectares a área de florestas plantadas no período entre 2021 e 2030;
● atingir pelo menos 106 Gigawatts de capacidade instalada de energia elétrica de fontes solar, eólica e biomassa em 2030;
● ampliar a pelo menos 20% a mistura de biodiesel no diesel de petróleo (B20) até 2030;
● eliminar os subsídios a combustíveis fósseis até 2030;
● eliminar a entrada em circulação de novos veículos de transporte urbano de passageiros movidos por motor a diesel até 2030;
● assegurar o desvio de pelo menos 8,1% de todos os resíduos orgânicos de aterros sanitários do país até 2030;
● reciclar pelo menos 12,5% de todo o papel oriundo de resíduos domiciliares até 2030;
● recuperar ou queimar pelo menos 50% de todo o biogás gerado nos aterros sanitários;
● erradicar todos os lixões do país até 2024.

“Fizemos uma proposta para o país, apontando o caminho do que é necessário e possível fazer pelo clima com justiça, equidade e sem sacrifício. Uma proposta que nos colocaria no lugar que devemos estar; liderando a agenda de meio ambiente globalmente. Com isso, também mostramos que o Brasil é muito maior do que Jair Bolsonaro. Apesar de termos um governo negacionista, queremos afirmar que os brasileiros levam o Acordo de Paris a sério”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.


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