SUSTENTABILIDADE

Bioeconomia pode recuperar o Pantanal após incêndios, dizem pesquisadores

Redação

Especialistas discutem o uso do Pantanal para abastecer o mercado de créditos de carbono, com dinheiro revertido para ações de conservação


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(Photo by Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)

A bioeconomia – como é chamada a economia sustentável – pode recuperar o Pantanal após os dez meses de incêndios que destruíram o bioma. Essa é a aposta de pesquisadores que estudam formas de ajudar a fauna e a flora pantaneiras.

Durante uma expedição pelo bioma, 30 ariranhas foram encontradas em 68 quilômetros de rios. Embora seja positivo elas terem retornado ao local após as queimadas, os pesquisadores se preocupam com a ausência de filhotes.

“Praticamente nenhum grupo apresentou filhotes, e apesar de a gente estar na estação reprodutiva, a gente esperava que nesse momento os filhotes já estariam integrando os grupos nas atividades diárias, acompanhando o grupo nas pescarias e excursões”, disse ao Jornal Nacional Caroline Leuchtenberger, bióloga do Projeto Ariranhas.

Estressadas, as ararinhas lutam pela sobrevivência ao disputar os peixes que restaram em um lago. Um cervo buscando comida em meio ao habitat devastado também foi visto pela equipe de profissionais.

Com a escassez de alimentos ainda presente, levar comida para os animais do Pantanal faz parte do trabalho dos pesquisadores, que agora fazem um inventário para descobrir como ocorrerá o retorno dos animais após o controle do fogo.

“Vai nos ajudar a dar respostas rápidas e práticas no futuro para que consigamos manter o bioma Pantanal bem preservado, como historicamente conhecemos”, afirmou o médico veterinário Diego Viana.

Em meio a tantas mortes de animais e destruição da vegetação, os pesquisadores discutem formas de recuperar o bioma – dentre elas, o uso do Pantanal para abastecer o mercado de créditos de carbono, com dinheiro revertido para ações de conservação.

No entanto, não se sabe ainda quanto de lucro seria gerado nesse cenário. A conservação da Amazônia, segundo o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, renderia mais de US$ 10 bilhões ao Brasil no mercado de crédito de carbono, que cresce cada vez mais.

O turismo de observação também é uma aposta dos pesquisadores. “As pessoas estão começando a entender que a biodiversidade brasileira vale dinheiro. O ecoturismo, além de movimentar a economia em nível nacional, ele também gera empregos para população local. Ainda existe o peso cientifico que a gente carrega. Muitos dados são gerados nas florestas brasileiras em função da grande biodiversidade que temos”, explicou Liliam Rampim, bióloga do Projeto Onçafari.


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