Final feliz

Cabra que seria morta para consumo é tratada como membro da família

Redação

Tratada com muito carinho, Neném vive cercada de mimos e faz passeios com a família aos finais de semana


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Neném, esse é o apelido de Angélica, a cabra que seria morta para que sua carne fosse consumida, mas que passou a ser tratada com respeito e carinho graças a uma reviravolta em sua vida. Adotada, ela é mais um membro da família da contadora Letícia Moreno, que vive em Teresina, no Piauí.

Atualmente com três anos de idade, Neném chegou à casa de Letícia quando era filhote após sua mãe morrer. Ela nasceu em um sítio da família em Santa Cruz dos Milagres e foi levada para a capital porque precisava de cuidados, já que ficou sem a mãe para amamentá-la.

“Nasceu muitos filhotes e o pessoal não estava dando conta de cuidar. Então, a trouxeram para cá e ficamos dando o leite na mamadeira. E, todo mundo se apegou”, contou a tutora ao G1.

Arnaldo, pai de Letícia, não tinha a intenção de adotar a cabra. Pelo contrário, seu objetivo era deixá-la forte para matá-la para consumo humano. O convívio com Neném, porém, o convenceu do contrário, e hoje uma coisa é certa: a cabra não será morta.

“A priori, era trazer, criar, crescer, e ir para a panela. Inclusive, todo mundo que nós encontramos pergunta ‘Arnaldo, que dia ela vai para a panela?’ e eu digo que ela não vai”, afirmou.

E o resultado não poderia ter sido outro: a cabra virou o xodó da família. “Nunca houve o costume de ter animais aqui. Eu tive jabuti quando era criança, mas há muito tempo não tínhamos um animal. Às vezes, eu fico no quintal com ela deitadinha para dormir. Eu fico alisando. Eu gosto de passar um tempo com ela”, comentou Letícia.

Tratada com muito carinho, Neném vive cercada de mimos e faz passeios com a família aos finais de semana. “Ela passeia todo final de semana. Nós gostamos de levá-la para um restaurante, até cadeira ela já quebrou lá. Ela também vai para a casa dos nossos familiares”, concluiu.


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