Investigação

Polícia visita zoológico do RJ para investigar denúncias de maus-tratos a animais

As obras realizadas no zoo estão atrasadas, o que tem forçado os animais silvestres a viver em meio a tapumes, serras elétricas e máquinas

Reprodução/G1
Reprodução/G1

Uma visita de uma equipe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) foi realizada na última quarta-feira (14) no Zoológico do Rio de Janeiro. O objetivo é apurar denúncias de maus-tratos aos animais. Um dia antes, membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores do município também estiveram no local pelo mesmo motivo.

As obras realizadas no zoo estão atrasadas, o que tem forçado os animais silvestres a viver em meio a tapumes, serras elétricas e máquinas. Irregularidades, como o desaparecimento e a morte de animais, além do estresse ao qual as espécies são submetidas durante as obras, estão sendo investigadas pela CPI.

Até o momento, apenas 30% da reforma, iniciada em dezembro de 2018, foi realizada. Com término inicial previsto para junho deste ano, as obras foram adiadas e devem terminar no primeiro semestre de 2021, quando o zoo deve ser aberto ao público, o que novamente condenará os animais à exploração para entretenimento humano.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

O Grupo Cataratas, que tem a concessão do zoológico, disse que as obras atrasaram por conta da pandemia de coronavírus, negou que os animais estejam sendo prejudicados pelo barulho e pela poeira e afirmou que eles estão sendo acompanhados.

Para o biólogo e especialista em bioética Frank Alarcón, a obra é prejudicial para os animais mantidos pelo zoo. “Um canteiro de obras significa que existe um tráfego muito grandes de equipamentos, que vai fazer terraplanagem, pessoas que estão cortando metais, que estão martelando estacas no chão, causando, evidentemente, vibrações. O fluxo intenso de pessoas entrando e saindo dos recintos próximos aos animais provocam alterações na sensibilidade olfativa e auditiva desses animais, que são, por definição, muito mais sensíveis do que nós, seres humanos, para essas variações do meio ambiente”, explicou ao G1.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui