Bioma devastado

Chuva volta ao Pantanal em quantidade insuficiente para conter queimadas

A Serra do Amolar, considerada a área mais preservada do Pantanal e também a mais afetada pelo fogo nas últimas semanas, foi atingida pelas chuvas

Foto: Sema/MT
Foto: Sema/MT

O Pantanal registrou fortes chuvas na última quinta-feira (15), mas em quantidades insuficientes para por fim às queimadas que já destruíram 27% do bioma.

A Serra do Amolar, considerada a área mais preservada do Pantanal e também a mais afetada pelo fogo nas últimas semanas, foi atingida pelas chuvas. Recentemente, a mistura de ventos fortes com a fumaça gerou uma espécie de tempestade de areia no região.

“Temos relatos de chuva em quase todo o Pantanal. Choveu no Amolar, choveu na cidade de Corumbá, choveu no Parque Nacional do Pantanal. É um volume bom, mas insuficiente para extinguir todos os incêndios”, afirmou Alexandre Pereira, do Prevfogo/Ibama em Campo Grande (MS), em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

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“A gente não pode declarar fogo extinto. Os nossos procedimentos demandam alguma vigilância na região, esperando volumes maiores de chuva para começar a pensar na desmobilização das equipes”, acrescentou.

Pereira também fez um alerta sobre o fogo subterrâneo – que ocorre quando a matéria orgânica acumulada em camadas inferiores da terra começa a queimar e, depois, sobe para a superfície, muitas vezes pegando os brigadistas de surpresa.

“O Pantanal tem uma quantidade muito grande de matéria orgânica acumulada, e os incêndios subterrâneos ainda persistem. Precisa chover mais para que a água chegue até essa camada”, explicou ao jornal.

A devastação causada pelas queimadas no Pantanal é tamanha que a área destruída equivale ao tamanho do estado do Rio de Janeiro, segundo cálculo divulgado pelo Ibama e levantado pelo Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).


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