Dia Mundial dos Animais: a luta pela sobrevivência em meio às queimadas no Pantanal


Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

Neste Dia Mundial dos Animais, não há o que se celebrar. No Brasil, o dia 4 de outubro, que deveria ser voltado a comemorações, carrega a dor e o sofrimento de milhares de animais que lutam para sobreviver em meio às queimadas no Pantanal.

Mais de 3 milhões de hectares já foram destruídos. Estima-se que milhares de animais silvestres tenham morrido carbonizados. Correr para escapar do fogo não foi suficiente para muitas espécies, que agonizaram em meio às chamas. Para os sobreviventes, a realidade não é menos difícil: sem água e comida, eles vivem em um habitat devastado que não dispõe das condições das quais eles precisam para viver em paz.

Equipes de veterinários e biólogos trabalham voluntariamente não só para resgatar animais feridos, mas também para espalhar alimento e água pelo bioma, numa tentativa de amenizar o sofrimento dos sobreviventes.

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

O louvável trabalho dos voluntários, no entanto, não é capaz de atender à imensa demanda de um bioma tão vasto. E embora a ação de auxílio à vida selvagem seja de extrema necessidade, o que a natureza precisa é de descanso.

A vegetação do Pantanal necessita se ver livre do fogo para renascer e voltar a ser o local que abriga e acolhe milhares de animais silvestres que hoje padecem ao encontrar chamas e cinzas onde antes havia uma imensa riqueza natural.

A agropecuária e a destruição ambiental

A Polícia Federal reuniu provas que demonstram que o fogo no Pantanal teve início através das mãos de fazendeiros que incendiaram a vegetação para transformá-la em pasto para a criação de bois explorados para consumo humano.

A prática é comum na agropecuária, que desmata não só o Pantanal, mas todo o Brasil, incluindo a Amazônia, para perpetuar a crueldade promovida contra os animais, que além de serem criados em áreas desmatadas, são alimentados com grãos advindos de plantios feitos em regiões que também foram alvo do desmate.

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

A destruição ambiental provocada pelos pecuaristas é alarmante. Relatório publicado em junho pela organização internacional Trase estima que 81% das áreas desmatadas na Amazônia brasileira em 2018 foram ocupadas por pastos. Além disso, exorbitantes quantidades de água são desperdiçadas durante a fabricação de produtos de origem animal (são necessários 16 mil litros de água para se fabricar um único quilo de carne, segundo dados da Water Footprint). Os dejetos dos animais também poluem e suas flatulências liberam gases de efeito estufa. Todos esses fatores favorecem as mudanças climáticas e o aquecimento global, que interferem em todos os tipos de vida no planeta, inclusive na humana.

Diante desse cenário, fica o questionamento: quais hábitos de consumo você pode mudar para não ser mais um dos responsáveis pela devastação ambiental que faz do Dia Mundial dos Animais uma data repleta de sofrimento? O pedaço de carne que você consome carrega não só a dor do animal que morreu no matadouro, mas também a de milhares de espécies que sofrem enquanto o Pantanal arde em chamas.

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação
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Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.



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