Queimadas no Pantanal podem levar espécies de animais à extinção


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A onça-pintada, a ariranha, o tamanduá-bandeira, a anta e a arara-azul estão entre as espécies de animais que podem desaparecer por conta das queimadas que já destruíram quase 3 milhões de hectares do Pantanal.

Embora o Pantanal tenha sido considerado, em publicação de 2018 do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do ICMBio, o bioma, em termos comparativos, com menos espécies ameaçadas no Brasil, desde aquela época os animais da região pantaneira corriam risco por causa do desmatamento causado pela agropecuária – que destrói a vegetação para criar pastagem para bois e para plantar grãos, como a soja, que alimentam esses animais explorados para consumo humano.

E se o relatório Planeta Vivo, publicado em agosto pela organização WWF, já alertava sobre a tendência de declínio de diversas espécies que habitam o Pantanal, a situação se tornou ainda pior com a intensiicação das queimadas sem precedentes registradas no bioma.

A destruição do Pantanal atingiu proporções assustadoras: o território queimado corresponde a dez vezes o tamanho das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro juntas. E o fogo não leva consigo apenas a riqueza vegetal do bioma, mas também a vida dos animais. Estima-se que milhares já tenham morrido.

A consequência dos crimes ambientais que deixaram o Pantanal em chamas é o aumento do risco de extinção de animais que já eram considerados vulneráveis pelo Livro Vermelho do ICMBio. As onças-pintadas, por exemplo, estão sob ameaça ainda maior por conta do fogo, que já destruiu 85% do Parque Estadual Encontro das Águas, que abriga o maior número de onças-pintadas do mundo. A espécie também sofre nas mãos de impiedosos caçadores, que tiram a vida do maior felino das Américas em nome de uma diversão sádica e do lucro com a venda da pele do animal.

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Nativa da América do Sul, a ariranha também está ameaçada pelo fogo que queima o bioma. Extintos na Mata Atlântica e em outros países, esses animais também são alvo da caça e integram não só a Lista Vermelha do ICMBio, mas também a lista de animais ameaçados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A espécie depende da água, já que tem hábitos semiaquáticos, e por isso é prejudicada pela poluição dos rios e pela estiagem, que se torna ainda pior em meio às queimadas.

Além da ariranha, o tamanduá-bandeira sofre com o fogo que destrói o Pantanal. As mortes de animais da espécie, porém, não ocorrem apenas pela perda de habitat, mas também pelas queimaduras causadas pelas chamas, ferimentos esses que também colocam em risco a sobrevivência das antas. Quase extinta na Mata Atlântica, a espécie tem suas maiores populações na Amazônia e no Pantanal, biomas que estão sendo devastados pelo fogo. Além disso, a caça também é uma ameaça.

Mas o risco de desaparecimento definitivo de populações de animais gerado pelas queimadas não se restringe a espécies que já são consideradas ameaçadas. Isso porque a arara-azul, que recentemente deixou a lista da IUCN de animais ameaçados de extinção, está sob forte risco por conta dos incêndios florestais que atingiram o maior santuário de araras-azuis do mundo.


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