De olho de planeta

Arquitetos projetam uma nova cidade chinesa totalmente sustentável

Cidade promete produzir cerca de 40% dos alimentos para uma alimentação vegana e proteger contra mudanças climáticas e surtos pandêmicos futuros

Reprodução: Google Images
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Está sendo projetado perto de Pequim, na China, uma nova cidade com cerca de cinco milhões de habitantes. Mas a novidade é o modelo no qual ela será construída, capaz de resistir aos efeitos das mudanças climáticas e futuros surtos pandêmicos.

De acordo com informações da revista Fast Company, a cidade seria construída no modelo autossuficiente, incluindo pátios com plantas nativas e lotes de jardim, edifícios em madeira que captam energia solar, grandes varandas para jardinagem, fazendas verticais nos telhados e ruas destinadas a pedestres e bicicletas ao invés de carros. A ideia é que utilizando esses recursos permitiriam aos residentes produzir seus alimentos localmente e também diminuir a emissão de carbono dos residentes e da cidade.

O projeto também inclui recursos para ajudar as pessoas a sobreviverem durante um surto pandêmico futuro. Onde os apartamentos possuem espaço suficiente para trabalhar em casa e os espaços co-working em cada edifício são equipados com impressoras 3D e outras ferramentas. Os jardins individuais e nos telhados forneceriam um suprimento constante de alimentos com produtos frescos diários. E os terraços serão projetados para ter uma zona de pouso para entregas feitas por drones.

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A proposta da Guallart Architects de Barcelona, venceu um concurso para projetar a comunidade em Xiong’an, promovido pelo presidente chinês Xi Jinping como “um novo padrão na era pós Covid-19”.

Segundo Vicent Guallart, que trabalhou no desenvolvimento do projeto, a pandemia “…demonstrou a importância de recursos e serviços essenciais e como a dependência externa em termos de energia, alimentos ou produtos industriais pode afetar seriamente as pessoas em tempos de crise”.

Os arquitetos do projeto estimam que com a estrutura, será possível cultivar cerca de 40% dos alimentos necessários para uma alimentação vegana. Os alimentos serão cultivados para a toda cidade, por essa razão não haverá processo de exportação. Os residentes poderão informar aos vizinhos se eles têm alimentos disponíveis para vender por meio de um aplicativo, e os produtos cultivados localmente poderão ser vendidos em mercados nos andares inferiores dos edifícios.

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Além disso, com o aumento da população global, da urbanização, o agravamento das crises climáticas e as crescentes ameaças de surtos de doenças altamente infecciosas, a construção de cidades sustentáveis e resilientes tornou-se uma necessidade.

“As cidades viram do que são capazes se enfrentarem um desafio e, portanto, as decisões relacionadas às mudanças climáticas e seu impacto no modelo urbano, no desenho das edificações, na mobilidade, devem ser tomadas imediatamente”, comenta Guallart que enfatiza: “Esta pandemia acelerou o futuro”.


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