Pantanal: fazendeiros são investigados pela queima de 25 mil hectares para criar bois


Vegetação nativa destruída pelo fogo na Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul — Foto: IHP/DIvulgação

A Polícia Federal está investigando cinco fazendeiros pelas queimadas que destruíram 25 mil hectares do Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Na última segunda-feira (14), as autoridades deflagram a operação Maitáá, que apura os incêndios. Embora sejam foco da investigação, os produtores rurais não foram presos pelo desmate.

A suspeita é que eles tenham ateado fogo na vegetação para transformar a área em pasto para criar bois explorados para consumo humano – o que mostra, mais uma vez, que a venda de produtos de origem animal é prejudicial não só para os animais, que sofrem e são mortos, mas também para a natureza.

Os incêndios ocorreram na região da Serra do Amolar, na cidade de Corumbá, onde mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelos agentes da PF. Durante a execução, um dos fazendeiros foi preso, mas não pelas queimadas. O homem tinha arma de fogo e munições em condição irregular.

O delegado Alan Givigi, responsável pela operação, revelou ao G1 que cada um dos fazendeiros é proprietário de uma fazenda de onde o fogo se originou. As chamas se alastraram e destruíram parte da área preservada do Pantanal, na divisa com o estado do Mato Grosso. “São 5 fazendas, cada um com um dono diferente”, disse.

Os policiais acreditam que a queima tenha sido realizada para transformar a vegetação em pastagem. “Você extrai a mata nativa, e aí fica a pastagem para os bois”, explicou o delegado.

Caso o envolvimento dos fazendeiros nas queimadas seja confirmado, eles poderão responder pelos crimes de dano a floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a unidades de conservação, incêndio e poluição (Art. 54, da Lei no 9.605/98). Somadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de prisão.


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