Zimbábue

Macacos sequestrados por traficantes são salvos e passam por reabilitação

Ilustração | Pixabay
Ilustração | Pixabay

Ao menos 26 grandes macacos retirados ilegalmente da República Democrática do Congo foram resgatados no Zimbábue. Pelo menos 4 suspeitos de tráfico foram presos.

O ministro do meio ambiente do Congo, Claude Nyamugabo Bazibuhe, também anunciou uma grande apreensão de escamas de pangolim no nordeste do país.

O Congo é um dos últimos refúgios do mundo para grandes macacos ameaçados de extinção, como gorilas das planícies orientais e gorilas das montanhas, enquanto o pangolim é considerado o animal mais traficado em todo o mundo por suas escamas, apreciadas na medicina tradicional chinesa.

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Dois cidadãos congoleses, um do Malawi e um da Zâmbia foram presos na quarta-feira (09) durante uma verificação de rotina no posto de fronteira ao entrarem no Zimbábue com os macacos em um caminhão, afirmou na sexta-feira (11) Tinashe Farawo, porta voz da autoridade de parques e vida selvagem do Zimbábue

Farawo disse que os primatas estão sendo cuidados por oficiais do Zimbábue até que possam ser devolvidos ao Congo.

Nyamugabo Bazibuhe disse em um comunicado que 32 chimpanzés vivos foram retirados recentemente da província de Haut-Katanga no sudeste do Congo, na fronteira com a Zâmbia.

Traficantes usaram documentos falsos para retirá-los do país e tinham como destino a África do Sul, ele disse.

“A investigação continua…para identificar precisamente os espécimes” apreendidos no Zimbábue “antes de se considerar a sua repatriação”, afirmou o ministro.

“Todos os grandes macacos – gorilas, bonobos e chimpanzés – e pangolins estão totalmente protegidos.”

Na quarta-feira (09), 56 kg de escamas de pangolim foram recuperadas de uma residência privada onde eles estavam sendo preparados para exportação, anunciou o ministro do meio ambiente do Congo.

Eles foram retirados da reserva natural de Garamba, na fronteira com Sudão do Sul e Uganda.

As escamas são usadas em supostos tratamentos de várias doenças como atrite, úlceras e tumores, apesar da falta de evidências científicas.

Alguns cientistas acreditam que esses pequenos animais podem ser possíveis hospedeiros do novo corona vírus.

Eles são os mamíferos mais traficados no mundo e apreensões de suas escamas aumentaram dez vezes entre 2014 e 2018, de acordo com o escritório da ONU sobre drogas e crime.

O mundo perdeu mais de dois terços da sua população de animais selvagens em menos de 50 anos, principalmente devido à atividade humana, afirmou o World Wildlife Fund na quinta feira em um relatório contundente.


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