O maltrato aos animais não tem espaço nas sociedades democráticas e avançadas


Pixabay

No Podemos somos conscientes do amplo debate social que existe em matéria de espetáculos populares que se utilizam de animais e apostamos por abrir mecanismos de participação política que permitam esses debates nas instituições.

A Declaração Universal dos Direitos Animais estabelece que os animais são seres vivos sensíveis que têm uns direitos que a espécie humana deve respeitar. Para isso, hoje em dia não se pode aceitar uma sociedade civilizada, moderna e avançada que não integre a convivência da cidadania e o exercício de seus direitos com a presença dos animais e o respeito aos direitos que esta declaração proclama. “A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo em que se trata seus animais”, disse Gandhi.

No Podemos compartilhamos e defendemos essas ideias, nos posicionamos ao lado do grande sentir da sociedade que está mais preocupado pelo bem-estar animal. É um fato que a rejeição dos espetáculos violentos, como as corridas de touros, é cada vez mais. As estatísticas nos dão a razão, pela primeira vez nos últimos anos, o número de toureiros, rejoneadores, toreadores, barilheiros, picadores e moços de espada tem diminuído. O ano passado diminuiu, além disso, o número total de festas populares, que ano após ano estavam aumentando. Chama a atenção que 79% de todos as festas se celebram em recintos de municípios pequenos, de baixa capacidade – espetáculos de pouca ou nenhuma “qualidade” (dados publicados por AVATMA).

Desde as touradas até o arraste de pedras com bois e as brigas de carneiros, passando pelos zoológicos com animais, a exploração de animais em diferentes espetáculos constituem um debate que nossa sociedade deve abordar e está abordando, utilizando os diferentes mecanismos de participação política, como por exemplo são as iniciativas legais populares. A tourada é uma exceção às leis de bem-estar animal que marcam sempre o menos sofrimento para os animais.

Em um momento de crise sanitária como a que vivemos pela Covid-19, nos parece um despropósito que o setor taurino peça subsídios para o maltrato de animais. é indiscutível que a inversão econômica e as ajudas devem destinar-se ao importante: à saúde, à ciência e à investigação, à reativação de empregos, à proteção das famílias vulneráveis…

Por outra parte, educar as novas gerações na compaixão e empatia para outros seres vivos é algo básico se queremos um futuro melhor. Isso implica que os animais devem ser tratados como o que são, seres vivos que sentem e não como coisas destinadas ao maltrato e tortura.

A Organização das Nações Unidas (ONU), através do Comitê dos Direitos das Crianças, espaço formado por 18 cientistas de diferentes países, tem-se manifestado contra que as crianças e adolescentes assistam e participem das corridas de touros (a qualquer evento onde se maltratem os touros). A ONU solicitou que alguns países realizaram campanhas para informar sobre “a violência física e mental associada às touradas e seu impacto nas crianças.”

A emissão desses espetáculos em horários de especial proteção do menor estão rejeitadas pelo comitê de direitos das crianças das Nações Unidas, que insta a nosso país proteger aos menores da violência física e mental das touradas.

Cada vez uma parte maior da sociedade espanhola não compartilha da ideia que a tourada seja uma atividade cultural, e assim pensamos também desde o Podemos.

Somos conscientes de que estamos sobre um debate completo e muito amplo, por isso mesmo é fundamental abrir os debates a participação cidadã para que possam ser transferidos às instituições.

Essa é a posição de Podemos e nenhuma manipulação midiática nem titular forçada e interessada vai mudar nossa firma aposta pelos direitos dos animais que também é um medidor do avanço das sociedades.

Para finalizar citamos umas palavras de Susana Serrano, Coordenadora Geral do Podemos Sevilla, que são representativas de nosso sentimento:

“A arte e a cultura é muitas vezes tradição, mas muitas vezes mais inovação e avanço. As sociedades evoluem e suas manifestações artísticas também. A vida e o respeito pela mesma estão por cima de qualquer ideia. Amar é cuidar, a beleza não pode estar em ver matar”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


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