Filhote de macaco fica órfão após sua mãe ser atropelada enquanto fugia de incêndio


Foto: TVCA/Reprodução

Um filhote de macaco perdeu sua mãe em um atropelamento no Mato Grosso. A fêmea fugia de um incêndio no Pantanal com o filhote nas costas quando os dois foram atropelados enquanto tentavam cruzar uma rodovia. Órfão, o filhote foi resgatado pela Polícia Ambiental.

De julho a agosto deste ano, 108 animais silvestres já foram resgatados de regiões devastadas pelas queimadas – 50% a mais do que o mesmo período de 2019.

“A fumaça causa problemas pulmonares que vão se arrastar e eles podem até sofrer cegueiras por causa da fumaça dos incêndios florestais”, explicou ao G1 o tenente Edson Mendes Júnior, do Batalhão de Proteção Animal.

Mais de 10% do Pantanal já foi afetado pelo fogo, que aumenta conforme sobe a temperatura e cai a umidade relativa do ar.

Dentre militares, brigadistas do Ibama e do Estado, mais de 100 pessoas tentam combater o fogo. Eles contam com a ajuda de trabalhadores rurais. O esforço, no entanto, não tem sido suficiente para por fim ao pior incêndio dos últimos 22 anos.

Por conta dos ferimentos sofridos durante as queimadas, há animais que não conseguirão retornar à natureza. Outros sequer sobrevivem. É o caso de uma anta que morreu pouco depois de ter sido resgatada e de um veado-mateiro que teve que ser sacrificado por estar em estado grave, com machucados severos.

A destruição ambiental causada pelas queimadas levou a Prefeitura de Barão de Melgaço a decretar estado de emergência. O local abriga um santuário de araras-azuis, que estão sob ameaça.

“Como a fumaça causa transtorno na própria saúde humana, acontece as mesmas coisas com os animais, Problemas pulmonares que vão alastrar e os animais podem sofrer até algum tipo de cegueira de acordo com a exposição às fumaças causadas pelos incêndios florestais”, reforçou o tenente.

Mas embora não consigam salvar todas as vidas que imploram por ajuda em meio ao fogo, os brigadistas conseguem garantir a sobrevivência de alguns animais. É o caso de uma onça-pintada resgatada com queimaduras graves nas patas.

Sob os cuidados do médico veterinário Thiago Luczinski, a onça tem se recuperado.
“Nós terminamos os curativos dela. As lesões são muito extensas com exposição inclusive de tendão, bastante tecido morto e a gente está tentando fazer uma alternativa de deixar ela com uma botinha. Possivelmente ela vai tirar, mas é melhor mexer na bota do que ficar mexendo nos ferimentos”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.



Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

CHINA

FINAL FELIZ

POLUIÇÃO

COMPAIXÃO

VIOLÊNCIA

PESQUISA

APELO

RECOMEÇO

BARBÁRIE

SEGUNDA CHANCE


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>