Dia da Amazônia: maior floresta tropical do mundo está sob ameaça


Foto: Carl de Souza / AFP / CP

A Amazônia, que tem o dia de 5 de setembro reservado para a celebração de sua importância, é a maior floresta tropical do mundo. Com mais de seis milhões de quilômetros quadrados, o bioma não é exclusivamente brasileiro e abrange áreas de outros países. Lar de imensa diversidade de animais e plantas, a floresta garante a sobrevivência de milhões de espécies, mas está sob ameaça.

Dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o desmatamento na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020 é o maior em 5 anos. O decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que proibiu os incêndios no bioma também não solucionou o problema das queimadas, que bateram novo recorde em julho, com aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As ações do governo Bolsonaro têm devastado a floresta amazônica num ritmo avassalador. A criminalização das ONGs presente no discurso do presidente, a exoneração de fiscais do Ibama, a militarização da chefia de órgãos fiscalizadores, a paralisação dos recursos do Fundo Amazônia, a concessão de florestas ao Ministério da Agricultura e a criação de um órgão responsável por perdoar multas ambientais são exemplos graves do desmonte ambiental que coloca a Amazônia em risco.

Diante deste cenário, não restam dúvidas: não há o que se comemorar no Dia da Amazônia. Neste 5 de setembro, fica a certeza de que nós, enquanto sociedade, não estamos protegendo nossa maior riqueza natural – seja através de nossos hábitos de consumo, por meio dos quais levamos o desmatamento da Amazônia aos nossos pratos repletos de carne, ou por meio dos nossos votos, que elegem políticos descompromissados com a preservação ambiental.

A falta de motivos para comemorações, no entanto, deixa uma importante lição sobre as ações que devemos tomar para corrigir erros e mudar o destino da floresta, que merece ter a chance de florescer em paz.


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