Ceará

Denúncias de maus-tratos a animais crescem 195% no primeiro semestre de 2020

Pixabay
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A cidade de Fortaleza, capital cearense, registrou dados alarmantes de denúncias de maus-tratos de animais no primeiro semestre de 2020. Até o momento, quase 200 casos já foram relatados, um aumento de mais de 195% em relação ao ano anterior. O aumento das denúncias alcançou dimensão expressiva em março, com a decretação do lockdown para evitar a propagação da Covid-19.

Esse recorde lamentável infelizmente não é uma surpresa para protetores e ativistas em defesa dos animais que atuam na região. Em uma entrevista ao G1, Stefani Rodrigues, da ONG Anjos da Proteção Animal (APA), afirma que isso é notado empiricamente. “Primeiro a gente vê o estado de abandono de animais quando a gente sai de casa, tem aquele impacto visual. E quando abrimos as nossas redes sociais, a gente ver inúmeros pedidos para fazermos resgate desses animais”, disse.

Ela afirma que são casos variados distribuídos em diversos bairros. “São diversos tipos de animais e de pequeno, médio e grande porte”, relata. A ativista abriga 420, entre cães, gatos, porcos, galinhas, cavalos e jumentos. No Autran Nunes e no Mondubim, onde tem pontos de abandono, já foram encontrados, do começo do ano para cá, mais de 150 gatos mortos, só nesses pontos”, salienta a protetora.

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Segundo uma reportagem feita pelo G1, há também pontos de abandono em torno da lagoa da Parangaba, no bairro Vila Velha, no bairro Damas, no campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) e no da Universidade Estadual do Ceará (Uece). “Se as pessoas soubessem o que é o mal-estar animal, não fariam isso. Muitos não entendem que animais sentem frio, medo, fome, dor. Se as pessoas se colocassem no lugar dos animais, eu tenho certeza que não iam submeter animais a essas situações dolorosas”, lamenta Stafani.

Apuração

Denúncias de maus-tratos a animais podem ser registradas na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). O delegado responsável, Hugo Linard, afirma que as denúncias são recebidas por meio de boletins de ocorrência, disque-denúncia, telefonemas e e-mails. Todas são devidamente fiscalizadas. “Em todos esses casos a delegacia busca fazer diligências preliminares. Que acontecem como checagens dos casos”, esclareceu.

Ele afirma ainda que é importante que o denunciante reúna o máximo de provas possíveis. “A gente pede que essas denúncias de maus-tratos de animais, sejam feitas, se possível, acompanhada de imagens dos animais e de um breve relato do que esteja acontecendo, dizendo onde e quando. Para que assim a gente analise a situação da melhor forma”, informa.


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