Cão abandonado consola mulher após morte de sua mãe: ‘ela veio se despedir através dele’


Ao enfrentar a difícil notícia da morte de sua mãe, Jaqueline Masceno recebeu um abraço que veio de quem ela menos esperava. Um cachorro abandonado que nunca tinha a visto antes pulou em seu colo, abraçando-a e lambendo-a, como se dissesse: “eu sei que é doloroso, mas estou com você”. O caso comovente aconteceu no Hospital do Parque Piauí, na Zona Sul de Teresina.

E Jaqueline não só sentiu que tinha no cão um apoio, como teve a certeza que a aproximação dele foi uma forma que sua mãe encontrou de se despedir. Isso porque Josefa Masceno, de 74 anos, morreu após ser infectada pelo coronavírus e, para evitar o contágio, os profissionais do hospital não puderam permitir que Jaqueline desse o último adeus a sua mãe.

A idosa testou positivo para a Covid-19 no dia 6 de agosto e, graças a uma piora em seu quadro de saúde, foi internada no dia 14 do mesmo mês. “A dona Josefa entrou com os pulmões bem comprometidos, pois tinha sido testado positivo para a Covid-19 e no começo da noite ela começou a piorar”, explicou ao G1 a enfermeira Rhavenna Veloso.

Josefa foi entubada e morreu logo depois. Jaqueline tentou se despedir da mãe, mas foi convencida pelos profissionais do hospital a recuar.

“A gente colocou nela uma máscara mais potente, mas vimos que ela não ia melhorar. Entubamos ela e mais ou menos depois de uma hora ela faleceu. Quando a gente viu que tinha que entubar, ela [a filha] tentou entrar na enfermaria, mas a outra técnica conseguiu conversar com ela, abraçá-la e levá-la para fora. Foi quando esse cachorrinho veio”, completou Rhavenna.

O cachorro já havia sido visto nas proximidades do hospital outras vezes. “Geralmente, ele vem para comer, mas fazia dias que não aparecia”, disse a enfermeira.

Para Jaqueline, o cachorro estava ali para promover a despedida que as duas não puderam viver, já que ele surgiu logo no momento em que ela percebeu que não poderia se despedir da mãe.

Foto: Arquivo Pessoal

“Apareceu um animalzinho e ele pulou em cima de mim com carinho, me lambendo e eu senti naquele momento que era a minha mãe, pois eu sou protetora de animais e minha mãe aprendeu comigo. Senti que a maneira que ela encontrou de me abraçar foi através daquele animal”, contou.

Vivendo em cima de uma cadeira de rodas, Josefa tinha limitações físicas, mas isso não a impedia de cuidar dos animais tutelados pela família. “Ela era cadeirante, pois tinha uma perna amputada, mas mesmo assim tinha um amor muito grande por eles. Tenho certeza que foi através dele que ela veio se despedir. Foi inexplicável. O cachorro me abraçava forte demais”, disse.

Após o abraço, o cachorro permaneceu ao lado de Jaqueline até o momento em que o corpo da idosa foi liberado para o enterro. No dia seguinte, ela precisou de atendimento médico e retornou ao hospital. Chegando ao local, Jaqueline aproveitou para procurar o animal, mas não o encontrou.

O desejo dela é retribuir o carinho que recebeu, levando o cachorro para o abrigo de animais onde é voluntária. Cientes da situação, os profissionais do hospital se comprometeram em avisá-la caso o cão retorne.


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