Evento mundial pelo fim do especismo contará com manifestação no RJ


Manifestação contra o especismo realizada pelo DxE RJ em 2019 (Divulgação)

O “Direct Action EveryWhere – DxE RJ” está organizando uma manifestação que irá integrar o evento mundial pelo fim do especismo. Marcado para o dia 30 de agosto, o ato será realizado das 10h às 14h30, no Rio de Janeiro. 

O ponto de encontro será o Colégio Cícero Penna. De lá, os manifestantes caminharão até o Arpoador. Outros países também realizarão atos em defesa dos animais.

“O especismo é a ideologia que considera que a vida e o interesse dos animais podem ser desprezados simplesmente porque eles são de outra espécie. A noção de especismo pode ser compreendida por analogia com o racismo ou o sexismo; o especismo tende a excluir os animais do círculo de consideração moral”, explicou Marcus Paulo Mourão, fundador e presidente do DxE RJ.

“O antiespecismo se interessa pela noção da igualdade animal, ou seja, leva em consideração os interesses de todos os indivíduos sensíveis”, completou.

Vegano, o ativista defende a expansão do “círculo de consideração moral” da sociedade de modo que os animais sejam levados em consideração – todos eles, inclusive os que são explorados e mortos para consumo humano.

“A igualdade animal pode verdadeiramente ser compreendida através da premissa de que todos os animais possuem um valor inerente, e que o possuem de maneira igual. O valor inerente é o valor próprio do individuo, que é independente de toda utilidade desse último ao outro. O princípio de justiça exige também que todo ser senciente seja sempre tratado de maneira a respeitar seu valor inerente. Uma das consequências é que tal ser não deve jamais ser tratado simplesmente como um meio para chegar a um fim, e que é necessário socorrer a todo ser senciente que sofre uma injustiça”, explicou.

Para que os direitos dos animais sejam considerados verdadeiramente, deve-se por fim a práticas exploratórias e cruéis. “A consideração real dos interesses dos animais implica na abolição de práticas nas diversas esferas, quer seja no lazer (caça esportiva, touradas, circos com animais, zoos), na indústria alimentar (pecuária, suinocultura, avicultura, matadouros, pesca) ou na ciência (experiências em animais)”, reforçou o ativista.

“A prática especista que causa o maior número de vítimas é a do consumo de produtos de origem animal. Como efeito, 64 milhões de animais terrestres são mortos a cada ano no mundo. E durante o mesmo lapso de tempo, em torno de 1 bilhão de peixes morrem sufocados nas redes de pesca. Visto em números, os peixes são os primeiros a sofrer a injustiça do especismo”, acrescentou.

Contrários a essa matança, ativistas se uniram para realizar a manifestação – que já contou com uma edição anterior, promovida em 2019. Neste ano, por conta da pandemia de coronavírus, o DxE RJ pede que os manifestantes que decidirem aderir ao ato usem máscaras e mantenham distância um dos outros, em respeito às regras de distanciamento social.


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