Cavalos explorados em charretes são abandonados à própria sorte no Marrocos

Bruna Araujo
August 12, 2020

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Os cavalos explorados para o transporte de turistas nas ruas de Marrakech estão sofrendo com a fome e o abandono em meio à pandemia de Covid-19. Segundo a Sociedade para a Proteção de Animais no Exterior (SPANA, na sigla em inglês), centenas de cavalos e burros correm risco de morte com o colapso na indústria turística. A organização aponta ainda que em todo mundo mais de 200 milhões de cavalos, burros, camelos e elefantes estão sofrendo as consequências da escravização e das atividades exploratórias sustentadas pelo turismo.

Os charreteiros afirmam que não têm condições de sustentar os animais sem a receita dos passeios. Muitos estão vendendo os animais para propriedades rurais, retroalimentando o ciclo de escravidão. A SPANA afirma que entende que o trabalho com as charretes garante a subsistência de muitas famílias pobres, mas critica o governo por incentivar práticas econômicas baseadas na exploração de animais sencientes e indefesos enquanto há alternativas como transportes elétricos e sustentáveis já adotadas em várias partes do mundo. Na crise, os mais vulneráveis sofrem.

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A SPANA tem ajudado charreteiros fornecendo alimento para cerca de 600 cavalos em Marrakech e locais vizinhos. Desde 1988, equipes veterinárias voluntárias cuidam gratuitamente de burros, cavalos e camelos no Marrocos. Agora, esse trabalho solidário se tornou ainda mais importante. Veterinários estão atendendo animais com graves sinais de desidratação e dores terríveis. A falta de alimentação em animais de grande porte podem rapidamente causar complicações em vários órgãos e levar os animais à morte após um longo período de agonia.

Ativistas em defesa dos direitos animais acreditam que esse é o momento do governo marroquino estudar formas de incentivas novas modalidades de trabalho que não dependam da exploração de animais, libertando esses animais e dando novas oportunidades de emprego para as camadas mais vulneráveis da população, mobilizando a economia de maneira ética e sustentável.


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