Maus-tratos

Cãozinho é abandonado com casinha e pote de ração em Florianópolis (SC)

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O casal Nivaldo Murilo e Ivone Rosini estava limpando o jardim quando presenciou um carro em alta velocidade sendo seguido por um cachorrinho em desespero no bairro Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC). Em seguida, eles viram que também foram deixados para trás uma casinha de plástico e um pote com ração. O episódio ocorreu por volta de 12h do último sábado (08).

Nivaldo e Ivone resgataram e acolheram o cachorrinho. Eles deram um banho no filhote, além de fornecer água e comida. Após realizar os primeiros cuidados do filhote, eles acessaram imagens de uma câmera de segurança e conseguiram identificar a placa e o modelo do veículo. O vídeo mostra uma mulher abandonando o cachorro enquanto um homem permanece no interior do carro.

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Eles registraram um boletim de ocorrência por maus-tratos contra animais na Delegacia Virtual da Polícia Civil de Santa Catarina. Em uma entrevista à ANDA, Murilo repudia o abandono. “Tanto nós dois quanto todos os vizinhos ficamos revoltados principalmente quando assistimos o cão correndo atrás do carro. Tenho certeza de que se nós tivéssemos visto e conseguido parar o carro algo de grave poderia ter acontecido”, aponta.

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Ele salienta ainda que esse crime precisa ser punido e que cabe à Justiça encontrar formas adequadas de penalizar e educar os responsáveis. Após o susto, o cachorrinho encontrou um novo lar. O filhote foi adotado por um morador e agora terá uma família verdade.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explica que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


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