Cão volta para casa após 10 meses desaparecido: ‘a quarentena ficou mais alegre’


Foto: Diogo Souza/Acervo pessoal

A quarentena de uma família de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tornou-se menos difícil desde que Apollo voltou para casa. O cachorro havia desaparecido há dez meses, quando fugiu de casa. Sua família, no entanto, nunca desistiu de encontrá-lo.

No momento da fuga, a saída do cachorro não foi notada. Ele passou pelo portão, que estava aberto para que uma tia de seu tutor entrasse, mas a família só percebeu que ele havia desaparecido duas horas depois. O animal, que fugiu no bairro Jardim Paiva I, passou a viver em um canteiro de obras e acabou brigando com outros cães que também viviam no local.

Ferido, ele foi resgatado pelo Centro do Bem Estar Animal (CBEA) após solicitação de funcionários da obra. “Ele estava com ferimentos de mordidas de outros cachorros no olho, na cabeça, no corpo, e estava bem debilitado”, informou ao G1 a médica veterinária Carolina Vilela, que socorreu o cão.

Levado à sede do CBEA, o cachorro foi medicado e castrado. Em dezembro, cerca de dois meses após o resgate, Apollo, que passou a se chamar Prado, estava curado e à procura de um lar. No entanto, ninguém se interessou por ele – o que, de certa forma, foi um alívio para sua família.

Um dos tutores do cão, o estudante Diogo de Souza, de 17 anos, ficou emocionado ao reencontrar o animal, que é importante para ele e o ajuda a superar com mais facilidade crises de ansiedade.

“A quarentena ficou mais alegre. Ter ele por perto é muito reconfortante para a família”, afirmou Diogo ao G1.

Ao lado de sua irmã, Ana Carolina Souza, de 24 anos, Diogo realizava buscas pelo cão durante seu desaparecimento. Os meses se passavam e ele não desistia. Quando saía à rua, mantinha o olhar atento para tentar encontrar seu fiel companheiro, além de fazer publicações nas redes sociais.

“Como a gente não achou o corpinho dele na rua, a gente pensou que alguém tinha pegado ele”, afirmou Ana Carolina.

Com a pandemia, os irmãos passaram a sair menos de casa e, por isso, Diogo viu na internet a única forma de continuar com as buscas. Foi então que ele novamente fez, há duas semanas, uma nova publicação nas redes sociais. O apelo chegou a uma funcionária do CBEA, que reconheceu Apollo e enviou uma mensagem para Diogo no Facebook.

“Eu tinha acabado de acordar, aí vi a mensagem e fiquei super animado. Mostrei para minha irmã e ela até chorou”, disse.

No dia 24 de julho, Diogo foi à instituição e teve a confirmação: o cachorro que estava no abrigo era mesmo Apollo, o seu grande amigo. Ao rever o tutor, o animal levantou as orelhas, latiu e correu em sua direção.

“No começo, ele ficou mais quietinho, mas de longe já começou a cheirar. Na hora que a funcionária pegou e trouxe ele pela coleira, ele já começou a pular em mim e a lamber. Foi uma felicidade”, contou Ana.

Foto: Ana Carolina e Diogo Souza/Acervo pessoal

 

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