Vandalismo

Comedouros de gatos são destruídos pela segunda vez em parque de SP

Destruir comedouros, impedindo que os animais se alimentem, configura crime de maus-tratos

Foto: Aprogato
Foto: Aprogato

Comedouros destinados a gatos abandonados foram destruídos pela segunda vez em menos de um mês no Parque da Aclimação, em São Paulo. O último ato de vandalismo foi realizado na quinta-feira (6).

Outros crimes já foram cometidos no local, onde veneno foi colocado nas margens de um lago para matar os animais. Além disso, um saruê foi agredido a chutes.

De acordo com o advogado ambientalista Luciano Di Paoli, destruir comedouros de animais abandonados configura crime de vandalismo, de depredação do espaço público e de maus-tratos.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

“Jamais os animais podem ser deixados sem comida e água, porque é essencial para sua sobrevivência. Então, destruindo os comedouros e bebedouros, estão privando os animais da sua sobrevivência natural”, explicou Di Paoli, em entrevista ao portal Notícias da Aclimação e Cambuci.

Os conflitos no parque se acirraram em 2018, quando a Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), da Prefeitura de São Paulo, alegou que existia risco de contaminação nas areias dos parquinhos infantis. Na época, o local foi interditado. Após reformas, o local está apto ao uso das crianças, mas não tem sido utilizado por conta da quarentena de combate ao coronavírus.

Desde então, um grupo intitulado “Mães e Pais da Aclimação” passou a pedir ao poder público que os gatos sejam retirados do local. Na opinião do advogado, ninguém ganha com essa disputa. “Todo mundo perde porque os animais fazem parte da natureza”, afirmou.

Cerca de 60 gatos vivem em situação de abandono no local. Sem culpa de terem sido abandonados, eles recebem ajuda de um grupo de protetores de animais que se comoveu com o sofrimento vivenciado pelos animais.

A Associação de Protetores de Gatos e Outros Animais da Aclimação (Aprogato) é a responsável por cuidar dos gatos que vivem no parque e encaminhá-los para adoção. Eles foram castrados, vacinados, vermifugados e chipados pela prefeitura.

Os protetores têm autorização da Divisão Técnica de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre (Depave) para alimentar os gatos em ponto fixo e horário determinado.

Os animais que chegam ao parque, após serem abandonados, passam pelos mesmos procedimentos daqueles que já moram no local.

“Abandonaram dez ou mais gatos no Parque durante a pandemia. A gente toda hora vai resgatar gatos”, afirmou Ana Fasanella.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui