Amor e atenção

Dia Nacional da Saúde: animais também precisam de cuidados preventivos

Na data em que é comemorado o Dia Nacional da Saúde, médicos veterinários indicam as melhoras formas para cuidar do seu animal doméstico.

Foto; Arquivo Pessoal/ Carolina Ferreira
Foto; Reprodução/Pixabay

Hoje, dia 05 de agosto, é celebrado anualmente no Brasil o Dia Nacional da Saúde. A data tem como objetivo promover a conscientização da população sobre a importância de cuidar da saúde do corpo e da mente. A celebração nasceu no dia 8 de novembro de 1971, por um decreto de lei, que determinou que data seria dedicada à conscientização do cuidado com a vida. A decisão, embora simples, também traz consigo uma homenagem importante: no dia 5 de agosto de 1872 nascia um nome importante no combate às epidemias brasileiras: Oswaldo Cruz.

O médico Oswaldo Cruz teve posição central no enfrentamento das epidemias do século XX, tudo através da implementação de medidas sanitárias. No combate à febre amarela, por exemplo, provocou uma verdadeira revolução ao percorrer milhares de casas junto de cerca de 80 homens, lacrando caixas-d’água e conferindo se havia alguém doente na residência.

Prevenção e cuidados com seu animal doméstico

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Além do cuidado com a nossa saúde, precisamos cuidar daqueles que mais amamos e têm importância vital para as nossas vidas, nossos doces e companheiros animais domésticos. Estima-se que atualmente existem mais de 77 milhões de cães e gatos criados em domicílio em todo Brasil.

Mas para quem pensa em ter um gatinho ou um cãozinho em casa é muito importante entender os cuidados que os animais domésticos exigem, primeiramente é fundamental analisar se os familiares estão preparados para dedicarem o seu tempo, além de saber que ter um animal doméstico em casa é assumir a mesma responsabilidade de ter um filho humano.

Para a médica veterinária, Carolina Ferreira, 43 anos, que trabalha no atendimento clínico a cães e gatos, no hospital veterinário Cão Bernardo, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, alguns pontos têm que ser observados pelos tutores na hora de prevenir o seu animal de qualquer doença crônica.

Foto; Arquivo Pessoal/ Carolina Ferreira

Segundo a especialista, o primeiro ponto a ser observado é se a vacinação do seu cachorro ou gato está em dia, ela relata que a vacinação é o método mais eficaz para a prevenção de doenças virais.

A veterinária ainda ressalta também a importância da realização de exames periódicos nos animais pelo menos uma vez ao ano quando jovens, e a cada seis meses a partir dos sete anos de idade.

Citando alguns exames fundamentais para a prevenção de possíveis doenças nos animais: como a vermifugação (que seria o controle de vermes), hemograma completo, perfil bioquímico (glicemia / perfil hepático / função renal e o eletrocardiograma.

Outro ponto levantado pela profissional é a importância da castração para prevenção de doenças, pois, segundo Carolina, a esterilização reduz a chance de desenvolver doenças terminais como câncer de mama, infecção uterina em fêmeas e câncer de próstata em machos, uma das neoplasias que mais atingem cães.

Covid- 19

Diante da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) que se propagou em todo o mundo, além dos seres humanos, os animais domésticos também precisam de cuidados redobrados.

Para Carolina, os animais têm que ser limpos diariamente, porque podem ser uma superfície de contato, assim como os objetos. “Sempre limpe as patinhas do animal com água e sabão e nunca com álcool que, pode ocasionar queimaduras”, afirmou a veterinária em entrevista à ANDA.

Já para a médica veterinária Thamires Sigarini, 30 anos, especializada em cirurgia de pequenos animais, mesmo com implementação do distanciamento social é, fundamental levar o seu animal doméstico ao veterinário em caso de algum problema de saúde.

“É sempre bom evitar de sair de casa nesse momento de pandemia, mas temos que ressaltar que não podemos deixar para a última hora os cuidados necessários que os gatos e cachorros necessitam quando estão com problema de saúde”, ressaltou a médica veterinária em entrevista à ANDA.

Ela ainda salienta sua preocupação com a difusão da noticia que o coronavírus é transmitido do animal para o ser humano, reiterando a preocupação com o aumento do abandono de animais em todo o país.

“Os gatos sofrem com um tipo de coronavírus sim, que é a temida Peritonite Infecciosa Felina ( PIF), doença muito cruel que atinge os nossos pequenos gatinhos, mas esse vírus não é transmitido para nós humanos”, reafirmando que as pessoas não precisam abandonar seus animais por causa do medo do contágio da Covid-19.

Foto: Arquivo Pessoal/ Thamires Sigarini

Sedentarismo

Segundo estudos, a obesidade é a doença mais frequente em cães e gatos na atualidade, 25% a 40% dos cães e gatos adultos estão com sobrepeso ou obesos. A prevalência é maior em animais entre 5 e 10 anos de idade.

A obesidade tem sido associada a diversas doenças. Em um estudo com 48 cães da raça labrador foi visto que os animais moderadamente obesos apresentam risco de morbidade maior e com uma menor expectativa de vida. Nesse estudo, metade dos animais receberam uma quantidade controlada de alimentos ao longo da vida, enquanto a outra metade foi alimentada sem restrição alimentar. O grupo de cães que foi alimentado com quantidade controlada pesou em média 26% menos do que os cães que não tinham uma alimentação balanceada.

A conclusão desse estudo foi que a restrição alimentar ajudou a prolongar a longevidade dos animais, e ajudando na retardação de possíveis doenças crônicas.

Carolina aponta que uma alimentação balanceada é o ideal para prevenir que o seu cãozinho ou gatinho sofra com possíveis doenças relacionadas ao sobrepeso. “A obesidade nos animais é uma realidade, pode causar doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos” disse.

Ressaltando que os animais domésticos precisam realizar atividades físicas igual a qualquer ser humano. “Os tutores têm que estimular seus animais com caminhadas e brincadeiras que façam ele se movimentar”, acrescentou a profissional.

A veterinária salienta também que percebeu nos seus atendimentos que alguns animais desenvolveram problemas comportamentais por ficarem confinados. “Os animais que ficam confinados desenvolvem problemas de ansiedade, dermatite psicogênica e uma obstrução uretral que é uma síndrome chamada, síndrome de pandora, onde eles param de urinar”, concluiu a especialista.

Foto;; Arquivo Pessoal/ Carolina Ferreira

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