Ações antrópicas

Relatório mostra como a caça e o tráfico favorecem pandemias

Documento da ONU se baseia em registros de 180 mil apreensões envolvendo seis mil espécies capturadas entre 1999 e 2019 em 159 países e territórios

Pangolim, a maior vítima de tráfico no mundo e um dos primeiros animais identificados como possível hospedeiro do novo coronavírus (Acervo: Wildlife Justice Commission)
Pangolim, a maior vítima de tráfico no mundo e um dos primeiros animais identificados como possível hospedeiro do novo coronavírus (Acervo: Wildlife Justice Commission)

Uma prova de como a indiscriminada intervenção humana em espaços naturais e na vida de muitas espécies de animais silvestres tem sido prejudicial está no Relatório Mundial sobre Crimes da Vida Selvagem publicado este mês pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Como já destacamos em outras matérias, e com base em diferentes fontes, e agora reforçado pelo novo estudo da ONU, o pangolim continua sendo, entre os mamíferos, a maior vítima de tráfico no mundo e foi um dos primeiros animais identificados como possível hospedeiro do novo coronavírus.

Além da espécie, entre as vítimas do tráfico que se destacam estão pássaros, tartarugas, tigres e ursos – animais que depois de privados do habitat acabam sendo abatidos e vendidos de forma ilegal.

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Diferentes formas de impacto

Em consequência dessas práticas há um grande aumento da probabilidade de transmissão de doenças zoonóticas (de animais para humanos), que têm desencadeado pandemias.

O relatório enfatiza que hoje essas doenças, que também têm como cenário propiciador a criação de animais em confinamento para consumo, assim como o desmatamento, já somam 75% das doenças infecciosas emergentes, incluindo o vírus que gerou a pandemia de covid-19.

A ONU chama a atenção para se considerar os mais diversos tipos de impactos causados na biodiversidade, segurança, saúde humana e desenvolvimento socioeconômico.

O documento, que pretende levar a preocupação com os crimes contra a vida silvestre para o topo da agenda internacional, é baseado em registros de 180 mil apreensões envolvendo seis mil espécies capturadas entre 1999 e 2019 em 159 países e territórios.

O relatório deve ser utilizado para pressionar os governos a adotarem melhores legislações no combate à caça e ao tráfico de animais.


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