Proteção ambiental

Refugiados se tornam protetores da floresta na Guatemala

A contratação dos refugiados como guardas florestais os salvou. Em troca, eles lutam para salvar as florestas

Ponte no parque nacional El Mirador © UNHCR/Alexis Masciarelli
Ponte no parque nacional El Mirador © UNHCR/Alexis Masciarelli

Após serem treinados e receberem uma oportunidade de emprego como guardas florestais na Guatelama, refugiados hondurenhos puderam reconquistar sua dignidade executando uma das mais bonitas ações humanas: a da proteção da biodiversidade.

Cerca de 720 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas e suas vidas em Honduras por conta da pobreza, da violência e das facções. Desesperadas, elas buscam abrigo em outros países.

Apesar do preconceito que governantes e parte da sociedade nutre contra refugiados, na Guatelama um grupo de pessoas se deparou com uma iniciativa repleta de humanidade que os salvou. Em troca, eles lutam para salvar as florestas. As informações são do portal Hypeness.

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Os guardas florestais atuam dentro do sistema nacional de parques da Guatemala, que integra florestas tropicais da maior área protegida da América Central, além de três reservas de biosfera e ruínas do povo Maia.

“Quando eu era pequeno, costumava assistir programas de natureza na TV. Eram os meus favoritos. Esse trabalho é como estar dentro de um destes programas e eu sempre sonhei em fazer isso”, afirmou Josué, de 19 anos.

Por conta da imensa dificuldade em encontrar emprego nos países para os quais fogem em busca de oportunidades, iniciativas como essa são de grande importância para os refugiados, e podem inspirar outras ações semelhantes.

Na Guatelama, os guardas florestais trabalham durante 15 dias seguidos, nos quais dormem dentro dos parques, e folgam nos outros 15.

“Os guardas do parque protegem algo que pertence a toda a humanidade”, disse Abel Santos, coordenador de um dos programas que defende crianças e faz a mediação do trabalho dos refugiados.


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