Crime bárbaro

Égua morre após ser agredida com uma pá e receber cerca de 50 chicotadas

O agressor do animal foi condenado à pena de três meses de detenção em regime aberto

(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)
(foto: Kleber Lima/CB/D.A Press)

Uma égua morreu após ser brutalmente agredida no Distrito Federal. O animal recebeu cerca de 50 chicotadas e golpes de pá porque parou de obedecer seu tutor, que foi condenado por crime contra a fauna.

Após a condenação, o homem entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O pedido, porém, foi negado. O Ministério Público do DF e Territórios considerou que o agressor praticou o crime de maneira consciente e voluntária.

A promotoria revelou que as agressões foram realizadas após a égua parar de obedecer seu tutor, que ficou irritado e descontou sua raiva no animal. Exausta e ferida, ela permaneceu parada enquanto era agredida.

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Testemunhas informaram ao jornal Correio Braziliense que o homem chicoteou o animal aproximadamente 50 vezes. Ele também usou uma “pá de bico” para agredi-lo e só colocou fim ao espancamento quando a Polícia Militar chegou ao local.

Gravemente ferida, a égua não resistiu às consequências das agressões e morreu após 45 dias. Levado à delegacia, o agressor foi detido.

Mesmo tendo sido advertido pelas testemunhas para que parasse de agredir a égua, o homem insistiu com a violência. A prática, de acordo com a Justiça, configura crime.

O Tribunal considerou que a autoria e a materialidade do delito ficaram comprovadas porque o tutor da égua confessou o crime ao dizer que perdeu a paciência com o animal e, por isso, iniciou os maus-tratos.

A promotoria manteve a decisão do Juizado Criminal do Paranoá, que condenou o agressor à pena de três meses de detenção em regime aberto.


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