Tragédia

Ciclone mata animais e destrói recintos em centro de vida selvagem em SC

CETAS-SC é o único local capacitado a resgatar, tratar e reabilitar animais silvestres vítimas do tráfico e de atropelamentos no estado

Foto: Instituto Espaço Silvestre/Acervo
Foto: Instituto Espaço Silvestre/Acervo

O Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina teve recintos destruídos pelo ciclone que atingiu o sul do país na última semana. O maior prejuízo para o local é contabilizado em vidas: animais morreram na tragédia.

Os ventos fortes, as chuvas torrenciais e os cortes de energia provocados pelo ciclone geraram ainda perda de medicamentos e de alimentos refrigerados. Administrado pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) em cogestão com o Instituto Espaço Silvestre, o CETAS-SC é o único local capacitado a resgatar, tratar e reabilitar animais silvestres vítimas do tráfico e de atropelamentos no estado.

“As aves foram nossas perdas mais substanciais. Algumas delas estavam em gaiolas que quebraram e voaram. Outras estavam em recintos onde árvores caíram em cima”, explicou ao G1 a bióloga Vanessa Kanaan, diretora técnica do Instituto Espaço Silvestre.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO
Foto: Instituto Espaço Silvestre/Acervo

Animais ameaçados de extinção ou que ressurgiram na natureza após serem declarados extintos também foram colocados em risco pelo ciclone. Dentre eles, o papagaio-de-peito-roxo, que reapareceu no Parque Nacional das Araucárias (SC) graças ao trabalho de preservação do Instituto Espaço Silvestre, e os bugios, espécie extinta em Santa Catarina há mais de 150 anos e que passou a se reproduzir no local durante a pandemia.

Apesar da tragédia, o número de mortes foi pequeno e metade dos animais que fugiram foi trazida de volta ao abrigo. “Conseguimos resgatar até uma das aves que estava se afogando em poças formadas pela chuva”, disse.

Foto: Gabriel Brutti / Acervo Pessoal

Embora tenha gerado estragos, o ciclone não fez com que os animais ficassem sem alimento. Doações, no entanto, são bem-vindas. “Estamos precisando de doações tanto monetariamente quanto, para quem estiver próximo, de caixas de transporte, caixas plásticas, materiais de limpeza”, afirmou a diretora da ONG.

“A primeira forma de ajudar é manter o apoio e a energia positiva. Por mais que a gente se mantenha forte e unido, é muito difícil vivenciar esse dia a dia. Receber mensagens de carinho, saber que acompanham nosso trabalho e ver pessoas preocupadas nos fortalece”, completou.

Foto: Instituto Espaço Silvestre/Acervo

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui