Crueldade

Cavalo é resgatado após ter olho arrancado por carroceiro em Gravataí (RS)

Márcia Becker
Márcia Becker

Um pobre cavalinho foi encontrado em situação deplorável em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Ele foi resgatado na última sexta-feira (03) por agentes da Guarda Municipal e do Canil Municipal. Ele está com desnutrição severa, o corpo coberto por ferimentos causados pela exploração em carroças e um dos seus olhos foi removido.

O ato cruel, infelizmente, não é incomum. Segundo Márcia Becker, coordenadora do Bem-Estar Animal, mutilar olhos de cavalos é uma prática rotineira. “Os cavalos têm visão periférica, enxergam para mais de um lugar ao mesmo tempo. Para não se assustarem com o trânsito de veículos é costume fazerem isso com um dos olhos”, esclarece.

Não há informações sobre o responsável pelo cavalo e autor dos maus-tratos. Agora, espera-se que o cavalinho receba cuidados veterinários e seja adotado futuramente. A escravização de animais para trabalhos de tração é uma atividade tirânica e extremamente cruel que já foi proibida em diversas partes do mundo.

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Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explica que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


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