Encalhe

Baleia-jubarte é encontrada morta em praia da Barra da Tijuca, no Rio

Ilustração | Pixabay
Ilustração | Pixabay

Uma baleia da espécie jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O animal já foi encontrado em estágio avançado de decomposição e especialistas ainda não conseguiram identificar a causa da morte da baleia. O cadáver da jubarte foi removido pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

Biólogos afirmam que o encalhe de baleias é comum nesse período do ano no litoral brasileiro, pois é a temporada de migração da espécie. Baleias-jubartes visitam a costa do Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia para se reproduzirem.

Poluição é um agravante

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Especialistas levantam várias possibilidades que podem explicar os frequentes encalhes de baleias, que passam pelo litoral do Rio em direção à Antártica, após se reproduzirem em Abrolhos, na Bahia.

“A população de jubartes que frequenta a costa brasileira era de dois mil indivíduos entre as décadas de 1980 e 1990. Atualmente, é estimada em 17 mil. Quanto maior o número de indivíduos, maior a probabilidade de encalhes”, explicou o biólogo Leonardo Flach, do Instituto Boto Cinza e da Associação Noel Rosa.

De acordo com o biólogo, além do aumento no número de baleias, há outras razões que podem ocasionar os encalhes, dentre elas os atropelamentos por embarcações, a baixa de imunidade e consequente desorientação, provocada pela poluição das águas, colisões com artefatos de pesca e menor disponibilidade do krill – conjunto de invertebrados que lembram o camarão, considerado o arroz com feijão das baleias.

“Mas podem existir outros motivos que, às vezes, a gente nem consegue imaginar”, disse.

A bióloga Kátia Silva, integrante do Instituto Boto Cinza, lembrou em entrevista ao O Globo que a curiosidade também é um fator que pode levar às baleias a ficarem presas nas praias.

“A Baía de Sepetiba não faz parte da rota das jubartes. A grande maioria não usa o local como trajeto, mas algumas optam por passar por lá. Pode ser apenas para ver o que há ali ou para aproveitar a área abrigada, sem sol e grande (com cerca de 540 quilômetros quadrados) para descansar, relaxar”, concluiu.


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