Tratamento

Atropeladas por barcos, tartarugas são soltas na natureza após reabilitação

Encontradas boiando em local próximo à faixa de areia da praia, as tartarugas estavam com ferimentos no casco

Foto: Divulgação/Aquário de Santos
Foto: Divulgação/Aquário de Santos

Duas tartarugas-verdes que foram atropeladas por embarcações puderam retornar à natureza na última terça-feira (28) após dois anos de reabilitação. A soltura foi realizada no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, no litoral de São Paulo.

O resgate, realizado em 2018, contou com o apoio da Guarda Civil Municipal, que foi acionada após banhistas encontrarem as tartarugas boiando perto da areia da praia.

O biólogo Alex Ribeiro contou ao G1 que o processo de reabilitação dos animais incluiu a cicatrização de seus casos e a readaptação ao habitat.

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“Com esses ferimentos, podemos determinar que elas foram atingidas por embarcações de grande porte, como uma moto aquática ou até mesmo uma lancha, e sofreram fraturas graves nas placas do casco. É um processo de recuperação bastante lento, mas é quando o animal se mostra bastante resistente”, explicou Ribeiro.

Aptas a serem soltas desde março, as tartarugas só voltaram à natureza agora por conta da pandemia. “Esperamos esse momento mais adequado, com uma operação bem reduzida e cumprindo todas as medidas sanitárias para soltar as tartarugas” disse.

A Laje de Santos foi escolhida para a soltura por ser uma área de preservação ambiental. “É um lugar em que, inclusive, já vimos animais que soltamos em anos anteriores”, contou.

Durante o tratamento, os animais são identificados por meio de anilhas com informações do Projeto Tamar. “Todos as tartarugas recuperadas recebem duas anilhas, uma em cada nadadeira dianteira, para que possam ser monitoradas”, concluiu.


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