Desmonte

Mortes de ativistas e desmonte ambiental ocorrem no mundo durante pandemia

Além de normas ambientais terem sido revertidas, 212 ativistas pelo meio ambiente foram assassinados

Bois dispersos pela floresta amazônica durante queimadas após desmatamento (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)
Bois dispersos pela floresta amazônica durante queimadas após desmatamento (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)

A ONG britânica Global Witness denunciou o desmonte da polícia de proteção ao meio ambiente promovido por governantes em todo o mundo e a morte de ativistas ambientais.

“Nos Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Filipinas… políticos se serviram da crise sanitária para tornar mais draconianas as medidas para controlar os cidadãos e reverter normas ambientais que custaram tanto para ser implementadas”, diz um relatório publicado pela entidade, que reforçou que houve “intensificação dos problemas ambientais com governos de todo o planeta”.

Poucas vitórias foram obtidas, segundo a entidade, que citou o caso dos indígenas Waorani, da Amazônia equatoriana, que conseguiram na Justiça o direito a expulsar a indústria de petróleo de suas terras – o governo recorreu. “É por nossas florestas e para as futuras gerações”, disse Nemonte Nenquimo, um dos líderes, em entrevista à agência RFI.

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Em 2019, 212 ativistas pelos direitos ambientais foram mortes, sendo 33 na Amazônia, a maioria na porção brasileira da floresta. “Em um momento em que precisamos proteger mais do que nunca o planeta das indústrias destrutivas e que emitem CO2, os assassinatos dos defensores do meio ambiente e da terra nunca foram tão numerosos”, diz o relatório sobre o recorde de mortes, o maior desde 2012.

Apesar dos dados alarmantes, a entidade afirma que os “números certamente estão subestimados”. O relatório mostra ainda que há uma impunidade gerada pela “corrupção generalizada”.

“Muitas violações dos direitos humanos e do meio ambiente são consequência da exploração dos recursos naturais e da corrupção do sistema político e econômico mundial”, explicou Rachel Cox, representante da ONG. Segundo ele, as empresas são as mesmas que “estão nos levando para uma mudança climática incontrolável”.


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