Esperança

Orca que gerou comoção ao carregar filhote morto está grávida de novo

Um aumento na região abdominal da orca, registrado em fotos feitas entre setembro de 2019 e julho de 2020, indica que o animal pode estar prestes a parir

Mudança corporal da orca indica gravidez (Foto: Divulgação/Southall Environmental Associates)
Mudança corporal da orca indica gravidez (Foto: Divulgação/Southall Environmental Associates)

A orca que comoveu o mundo ao carregar o corpo de seu filhote morto durante duas semanas está grávida novamente. Conhecida como Tahlequah ou J35, ela trará ao mundo mais um filhote, o que é uma boa notícia já que sua espécie está ameaçada de extinção na costa norte-americana.

O alerta sobre a gravidez do animal foi feito por pesquisadores do Southall Environmental Associates (SEA), nos Estados Unidos. O registro do animal carregando o filhote morto foi feito em 2018.

Um aumento na região abdominal da orca, registrado em fotos feitas entre setembro de 2019 e julho de 2020, indica que o animal pode estar prestes a parir, segundo os cientistas. Outras orcas do grupo de Tahlequah também engravidaram. A gestação desses animais dura de 17 a 18 meses.

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A orca foi flagrada em 2018 carregando o corpo de seu filhote morto (Foto: Michael Weiss/Center for Whale Research via AP)

Ameaçadas de extinção

As orcas correm risco de desaparecer da costa norte-americana. Com apenas 73 animais, a população da espécie se alimenta do salmão-rei, animal que está em declínio.

De acordo com estudos, apenas um terço das orcas nascidas nas últimas duas décadas sobreviveram. Nenhuma gravidez dos últimos três anos gerou em um filhote que não tenha morrido. As mortes, na maior parte das vezes, é resultado da fome.

Diretor do Center for Whale Research, Ken Balcomb, afirmou ao G1 que espera que a situação leve à derrubada de represas no rio Lower Snake, nos Estados Unidos, para que a migração do salmão aumente e as orcas tenham alimento suficiente.


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