Mais de três bilhões de animais morrem em incêndios que atingem a Austrália

Bruna Araujo
julho 29, 2020

Pixabay

Um novo relatório divulgado ontem (28) estima que cerca de três bilhões de animais morreram ou foram deslocados (perderam seus habitats) em razão dos grandes e devastadores incêndios que assolaram a Austrália entre os últimos meses de 2019 e os primeiros de 2020 no que é considerado “um dos piores desastres da vida selvagem da história moderna”.

O estudo reuniu cientistas de várias universidades australianas e aponta que o impacto das chamas atingiu 143 milhões de mamíferos, 2,46 bilhões de répteis, 180 milhões de pássaros e 51 milhões de sapos. Não há dados precisos sobre o número de animais mortos, mas o relatório indica que mesmo os sobreviventes têm poucas expectativas devido à falta de abrigo e alimento.

Os incêndios destruíram mais de 115 mil quilômetros quadrados de florestas e bosques nativos. Mais de 30 pessoas morreram e milhares de casas foram consumidas pelas chamas. Foi a temporada de incêndios florestais mais longa dos últimos anos e cientistas acreditam que o episódio tem uma ligação intrínseca com as mudanças climáticas, que se agravam diariamente.

Um estudo anterior, feito em janeiro, estimou que os incêndios tinham causado a morte de um bilhão de animais. Os estados mais afetados foram New South Wales e Victoria, mas a nova pesquisa abrange todas as zonas de incêndio do país. Os resultados do estudo ainda estão sendo processados e o relatório final será divulgado no final de agosto.

Devastação

A situação dos coalas, um dos animais mais populares do país, atraiu a atenção da mídia internacional. Estima-se que mais de metade da população da espécie tenha sucumbido ao desastre ambiental. Um relatório do governo publicado no início desse ano aponta que mais de 100 espécies de plantas e animais e perderam seus habitats devido ao incêndio.

Especialistas alertam que o aumento da temperatura do planeta está aumentando os verões da Austrália e os tornando cada vez mais perigosos, com invernos mais curtos, dificultando a realização de trabalhos de prevenção de incêndios florestais.

O relatório divulgado ontem foi elaborado por cientistas da Universidade de Sydney, Universidade de New South Wales, Universidade de Newcastle, Universidade Charles Sturt e do grupo de conservação BirdLife Austrália.


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