Em cirurgia inédita, marcapasso é implantado em cadela com doença cardíaca


Foto: HV-UFU/Divulgação

Cardiopata, a cadela Meli, de 15 anos, foi submetida a uma cirurgia inédita para implantação de um marcapasso. O procedimento foi realizado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), no dia 17 de julho.

A cadela foi preparada para a cirurgia durante três meses. O procedimento foi realizado em parceria com médicos do Hospital de Clínicas da UFU (HC-UFU).

Adotada há 14 anos, Meli passou a ficar desanimada recentemente e o comportamento chamou a atenção de sua tutora, Dilziana Manfrin.

“A Meli começou a ficar muito quietinha, dormia muitas horas durante o dia. Ela parou de andar pela casa. Quando a gente passeava fora de casa, ela não se interessava em ir muito longe. No entanto, o que fez a gente desconfiar que algo estava errado foi quando eu pensei que tinha atropelado ela quando tirei o carro da garagem, e isso foi o que realmente nos preocupou”, afirmou a tutora, em entrevista ao G1.

Ao atender a cadela, o médico veterinário Gustavo Henrique de Oliveira suspeitou que o problema pudesse ser no coração, já que os batimentos cardíacos variavam entre 45 e 28 por minuto. O normal é de 90 a 120 batimentos.

“Neste primeiro momento, ela estava com o batimento cardíaco bem baixo na triagem, o que não é comum, pois o animal quando chega aqui tende a ficar com o batimento um pouquinho mais acelerado. Isso causa desconforto respiratório, tem fraqueza, pode ter desmaios e até vir a óbito subitamente”, apontou Gustavo Henrique.

Após a cadela ser submetida a exames de ecocardiograma e eletrocardiograma, um bloqueio no átrio ventricular foi diagnosticado. O problema de saúde causava arritmia em Meli. Como o animal não pôde recuperar sua saúde por meio de medicação, o marcapasso foi implantado em uma cirurgia de 40 minutos de duração.

No entanto, a cadela teve que aguardar durante três meses para ser operada, porque o HV-UFU não dispunha do equipamento necessário. Dois médicos veterinários, dois professores da escola de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e dois médicos do HC-UFU participaram da cirurgia.

“O marcapasso que colocamos na Meli foi utilizado em um humano. Ele passou por um reprocessamento e foi utilizado na cadelinha”, explicou o médico Marcelo Carrijo Franco.

Inédita, a cirurgia deve ser aprimorada para que possa ser oferecida a outros animais. É esse o objetivo da equipe do HV-UFU.

Depois de ficar em observação no pós-operatório, a cadela voltou para casa para desfrutar da companhia de sua tutora e dos oito cachorros e 15 gatos da família.

“Ela também tem outros problemas de saúde e vai precisar tomar remédio pelo resto da vida. Este marcapasso seria importante para dar um conforto. Estamos muito felizes com o resultado, porque a Meli voltou até mais animada do que já era”, disse Dalca Botaro Carvalho, que também é tutora do animal.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.



Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

SAÚDE

GOIÁS

NOVA JORNADA

HONG KONG

AFETO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>