Como lidar com o trauma vegano?

Bruna Araujo
julho 29, 2020

Pixabay

O veganismo pode ser uma experiência que traz alivio e paz de consciência. Mas pode ser também, uma experiência dolorosa e traumática, a começar pela visualização de vídeos de animais indefesos sofrendo (tremendamente), sem poder fazer nada a respeito. E ainda a constatação de que essa violência é onipresente.

Tomar conhecimento disso, gera uma sobrecarrega emocional, e modifica a visão de mundo das pessoas. Muitas vezes, essa visão fica deturpada e reduzida.

Mas é importante buscar compreender e interpretar as coisas de uma forma mais racional. Pois os pensamentos que cultivamos, geram emoções e comportamentos condizentes.          Isso significa que, se você tem o hábito de se deixar levar pelas aparências e julgamentos, você produz mais emoções descompensadas.                                                                                                                     Ao contrário, se você nutre pensamentos construtivos, atrai emoções mais prósperas.

Para ter maior domínio sobre a mente, é importante conhecer algumas armadilhas mentais e formas de enfrentamento.

Aqui estão alguns exemplos:

Ler mentes: com o imediatismo e o excesso de informações, as pessoas demonstram dificuldade em ouvir, e assim, interrompem e finalizam as falas dos outros. Parecem acreditar conhecer suficientemente a outra pessoa.  Ou por pensarem já obter aquela informação. Mas lembre-se que, em se tratando de seres humanos, você sempre pode se surpreender. E pode aprender com a experiência do outro, que é sempre diferente da sua.

A dica é simples, evite completar frases alheias. Exercite a escuta ativa, ouvir é uma forma acolher e de permitir que o outro se escute e repense o que está dizendo. Se para você for muito difícil ficar calado, prefira fazer perguntas. As perguntas, ainda que você repita exatamente o que o outro disse, intensificam ainda mais as reflexões.

Catastrofizar: acontece quando você é dominado pelos seus medos e foca no que pode dar errado. Isso pode fazer com que você deixe de tomar atitudes produtivas.

Para conseguir enfrentar este problema:

1- evite generalizar os pensamentos, se pergunte, qual a probabilidade disso acontecer?

2- transforme as afirmações em perguntas.

3- encontre possibilidades

E tome nota!

Culpabilizar o próximo: quando você acredita que outras pessoas ou circunstâncias, são a única causa do problema. Por exemplo, você terceiriza a responsabilidade da sua felicidade, age como se o outro é que devesse te fazer feliz. Se você se irrita, tende a atribuir a sua irritação exclusivamente ao comportamento do outro. É mais fácil culpar e esperar algo das pessoas ao nosso redor, mas isso não trás resultados.

Ser 100% responsável por tudo que acontece a você: você acredita que tudo depende dos seus esforços. Se sente superior, abre mão da sua vida pessoal e age como se tivesse que trabalhar incansavelmente como um herói, para poder salvar o mundo.

Classificar as pessoas em culpadas, vítimas e salvadoras: Esses papéis aprisionam. Não existe uma pessoa que sozinha, possa salvar uma relação ou o planeta.  E definir as pessoas que comem carne em culpadas, irá deixá-las na defensiva. E enquanto estiverem na defensiva, irão te enxergar como culpado, por não compreendê-las.  Esses julgamentos só levam a discussões sem fim, e promovem desconexão.

Procure conhecer mais sobre o sistema do carnismo. E pratique a “Comunicação Não Violenta”, ela é uma ferramenta que busca atender as necessidades, porém, sem julgamentos, e através de um diálogo emocional e racional.

Comparação injusta: quando você se compara a alguém, cria a ilusão de ser melhor ou pior que ele. Mas somos seres sociais, inevitavelmente fazemos isso. Mas o ideal é comparar característica positiva com característica positiva, e negativa com negativa. Por exemplo, Camila dá palestras sobre veganismo, eu ensino receitas veganas; João ainda usa suas roupas de couro que comprou antes de virar vegano. Eu ainda uso algumas maquiagens não veganas que adquiri antes de virar vegana.

Confiar somente no próprio grupo: achar que outras abordagens do veganismo não são dignas ou não trazem resultados. As diferenças não são necessariamente ruins, todos estão trazendo alguma contribuição, cada um à sua maneira. A partir do momento que você aceita isso, pode unir forças, em vez de disputarem quem tem mais razão.

Essas são algumas formas de trabalhar sua mentalidade a seu favor. Todas são habilidades treináveis, saudáveis e promovem abertura e flexibilidade mental, características essenciais para o seu desenvolvimento.


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