Celebração

Dia dos Avós: orcas e elefantes ajudam seus netos a sobreviver

Segundo pesquisadores, os filhotes de baleia cujas avós já morreram tem menos chance de sobreviver

Foto: Reprodução/ Pixabay
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No Brasil e em Portugal, o Dia dos Avós é comemorado hoje, 26 de julho, em homenagem à Santa Ana e a São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

A data da festa de São Joaquim sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Inicialmente, era celebrado no dia 20 de março, associada à de São Jose, depois foi transferida para o dia 16 de agosto, para se associada ao triunfo da filha na celebração da Assunção de Nossa Senhora.

Em 1879, o Papa Leão XIII, cujo nome de batismo era Gioacchino (versão italiana do nome Joaquim), estendeu sua festa a toda igreja. Finalmente, o Papa Paulo VI associou numa única data, dia 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

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Os avós têm um papel importante na vida dos seus netos; eles representam uma referência familiar, uma experiência de vida, que ajudam no desenvolvimento social e intelectual dos mais jovens. Além disso, os avós representam uma forma especial de amor, diferente da dos pais.

Efeito avó

Mas não é somente nos seres humanos que precisamos do carinho e do amor dos nossos avós. No reino animal, algumas espécies também dependem dos seus avós para sobreviver. Esse é o caso dos mamíferos, onde as fêmeas sofrem com a menopausa. As espécies em que as fêmeas têm menopausa são contadas nos dedos de uma mão. Além da humana, as outras quatros são cetáceos dentados como: golfinhos, belugas, narvais e as orcas.

No resto do reino animal, as fêmeas são férteis até o final da vida. Essas cinco exceções são um mistério evolutivo, ainda que muitos indiquem a chamada “hipótese da avó”. Ao se livrar da reprodução, as avós podem ajudar a criar os seus netos.

Segundo estudos com orcas, nessa espécie, os netos vivem mais quando têm avó do que quando não têm.

Pesquisadores norte-americanos e britânicos analisaram durante quase 50 anos duas populações de orcas sedentárias que vivem nas costas ocidentais do Canadá e dos Estados Unidos. Conseguindo dados de 726 indivíduos, incluindo idade aproximada, sexo, filhotes que tiveram, laços de parentesco com avós e bisavós e mortes registradas nessas sociedades matriarcais.

Com toda essa informação, os cientistas puderam comprovar a validade da hipótese da avó entre as orcas. De acordo com a publicação da revista PNAS, a probabilidade de morrer dos filhotes nos dois anos seguintes à morte de sua avó é até 4 vezes maior do que os jovens que a conservam.

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“As avós parecem desempenhar um papel importante ajudando seus netos”, disse o biólogo e pesquisador da Universidade de York (Reino Unido) Daniel Franks em entrevista à AFP.

“As fêmeas de mais idade têm experiência em guiar sua família às regiões onde há comida e, em trabalhos anteriores, comprovamos que as fêmeas pós-reprodutivas tendem a fazê-lo, especialmente nos momentos de maior necessidade quando o salmão escasseia”, concluiu o especialista.

Longevidade

No reino animal não é só as orcas que precisam do suporte dos avós. Um estudo feito pela Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu que a presença da avó na família de elefantes pode reduzir em até oito vezes o risco de mortes dos filhotes. A pesquisa foi feita com base em dados reunidos ao longo de cem anos sobre a vida de elefantes em Myanmar, na Ásia.

Segundo o líder do estudo, Mirkka Lahdenperä, a diferença é mais notável nos casos de mães jovens, com cerca de 20 anos de idade. Os elefantes vivem em média 80 anos, portanto os grupos reúnem diversas gerações e quanto mais filhotes as avós ajudarem a cuidar, mais chance eles têm de sobreviver.

De acordo com a pesquisa, as avós ajudam a reduzir a mortalidade entre as crias em 21%. O estudo também mostrou que 32% de mães jovens morreram após cinco anos de idade quando a avó não estava mais no grupo, contra 7% quando ela estava presente.

“A avó ajuda na criação do filhote, deixando a mãe mais livre e pronta em menos tempo para a nova reprodução, usando da sua experiência para proteger o jovem membro da família”, afirmou o pesquisador.

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Acrescentando que a permanência da família reunida e a experiência transmitida de mãe para filha é vital para a conservação da espécie, concluiu o líder do grupo de pesquisa.


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