Nova chance

Deprimidos, cachorros devolvidos por Claudia Ohana buscam novos lares

Com oito meses de idade, Thor e Tigrão estão à procura de famílias que os ofereçam amor suficiente para curar o trauma que sofreram ao terem que se separar da antiga tutora

Tigrão e Thor estão à procura de novos lares (Reprodução/Toca do Bicho)
Tigrão e Thor estão à procura de novos lares (Reprodução/Toca do Bicho)

Os cachorros devolvidos pela atriz Claudia Ohana à entidade de proteção animal Toca do Bicho estão à procura de novos lares. Apesar da artista afirmar que quer os cães de volta, a ONG reforçou que não os devolverá e que precisa encontrar novas famílias para os dois.

Em entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), o voluntário da ONG Mario Rangel revelou que Thor e Tigrão estão “bem tristes e acuados”. Segundo ele, tirar um animal do convívio com seu tutor, separando-o de quem ele aprendeu a amar e levando-o para um ambiente diferente, gera traumas. “Eles estavam acostumados com muito conforto, uma cama pra eles, uma casa e agora voltam para um abrigo, são muito bem tratados, mas é diferente. Especialmente o Tigrão, ele está muito triste. A devolução gera, sim, um trauma. Os animais não entendem o porquê e ficam muito deprimidos”, afirmou.

O caso mais preocupante, de acordo com Mario, é de Tigrão, que está sofrendo mais do que o irmão. “Ele está muito, muito triste mesmo, muito deprimido. Só fica acuado, quietinho, é muito complicado chegar perto dele, porque ele aparentemente tem medo”, lamentou. Assim como Thor, Tigrão tem oito meses. Eles poderão ser doados em conjunto ou separadamente, mas a entidade prefere entregá-los a famílias que não tutelam outros animais, porque eles não têm lidado bem com a companhia de cães e gatos no momento.

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A respeito da declaração de Claudia Ohana sobre o uso de um pau contra Thor, a ONG desmente a afirmação de que o cão é agressivo. Em áudio enviado pela atriz à entidade e divulgado nas redes sociais, Claudia diz: “o Thor rosna para mim, eu tenho que pegar um pau para me defender dele”.

Mario nega que o cão, que é apenas um filhote, seja bravo. “Ele é muito agitado, gosta muito de brincar, tem muita energia para queimar. Mas é muito dócil, só é brincalhão e por estar um pouco grande acaba sendo bruto, mas não é agressivo”, explicou.

A Toca do Bicho reforçou, durante entrevista concedida à ANDA, que não quer incitar ódio à atriz e que o único intuito da entidade no momento é encontrar boas famílias para os cães. “Em momento algum queremos incitar ódio ou linchamento virtual, apenas expomos os áudios e fotos por conta de um vídeo que ela fez falando do abrigo, tivemos que expor a verdade pra não queimar o nome do abrigo. Pois são mais de 150 animais que necessitam de ajuda e ter desconfiança em cima do projeto atrapalharia isso, então fomos transparentes”, explicou Mario.

O vídeo ao qual o voluntário se refere foi publicado por Claudia e apagado logo em seguida. A atriz teria feito a publicação logo após a ONG disponibilizar os cães para adoção sem mencionar que eles tinham sido devolvidos por ela. No vídeo, a atriz afirma, entre outras questões, que não devolveu os cães, que estava com dores na coluna e que buscava um local para mantê-los até que seu problema de saúde fosse resolvido e a pandemia acabasse.

De acordo com a ONG, a atriz publicou as imagens após ser criticada nas redes sociais. Isso porque, apesar da entidade não ter citado o nome de Claudia ao divulgar novamente os animais para adoção, internautas que acompanharam o caso identificaram os filhotes e fizeram críticas a atriz, que decidiu publicar o vídeo para se explicar. “Não citamos o nome dela em momento algum, mas as pessoas que acompanharam pelo Instagram tanto da atriz quanto pelo nosso, viram que se tratava dos mesmos cães”, disse Mario.

A atriz adotou os cães quando eles tinham cerca de dois meses de idade (Reprodução/Instagram)

“Ela postou aquele vídeo, mas imediatamente apagou. Então a atriz Paula Burlamaqui postou o mesmo vídeo na própria rede social, o vídeo que a Claudia Ohana tinha postado e apagado. Quando ela publicou, as pessoas começaram a duvidar da nossa palavra e nos vimos obrigados a montar um vídeo contendo provas do que estávamos falando”, explicou.

Paula Burlamaqui também gravou um vídeo de si mesma falando sobre o caso. Nele, a atriz defende Claudia e afirma que tentou contato com Amanda Daiha, presidente da ONG, para tentar entender melhor a situação, mas que não foi atendida. Após o vídeo ser publicado, um comentário foi feito pelo abrigo na publicação. Nele, outra versão é apresentada.

“Paula, já te mandei um áudio. Quando você ligou, não atendi porque estava na ponte dirigindo, voltando do abrigo com meu filho de 5 anos e com 3% de bateria. E eu já sabia que seria sobre o caso dos cães. Mas acho que nem tem mais o que ser conversado depois dos áudios que eu postei”, diz o comentário da Toca do Bicho.

Mario disse ainda que após entregar os cães para a ONG, Claudia Ohana não entrou em contato para saber se eles estavam bem ou para ajudar a entidade a mantê-los. “Após a devolução, esperamos e ela não procurou saber dos cães em nenhum momento, não mandou mensagem. Então, após um mês e meio sem nem perguntar dos cachorros, nem dar um telefonema ou ajudar de alguma forma com os custos deles, os colocamos para adoção”, contou.

Segundo a ONG, os cachorros foram adotados pela atriz no início de dezembro em uma feira de adoção. Mario afirmou que Claudia preencheu um formulário de adoção, onde constava que os cães teriam que ser castrados aos seis meses e que ela teria que completar a vacinação deles. Ele disse ainda que a atriz foi informada sobre a possibilidade dos animais destruírem móveis por serem filhotes cheios de energia para gastar. “Ela estava ciente de absolutamente tudo sobre eles”, reforçou.

No entanto, após a adoção, Mario revelou que a atriz “procurou o abrigo inúmeras vezes reclamando sobre móveis destruídos, dizendo que eles estavam muito bagunceiros e que nunca tinha saído com eles”.

“O abrigo ofereceu o adestrador do abrigo, mas ela disse que não queria, então ele deu suporte online, porém a atriz disse que não teria como fazer os exercícios pedidos por ele”, explicou. “Então ela propôs levá-los para uma fazenda de um amigo dela, sendo que a fazenda não era murada e o abrigo disse que não aceitaria sem antes entrevistá-lo e por não ter muro, senão eles fugiriam”, completou.

Mais de 150 animais vivem no abrigo da ONG (Reprodução/Toca do Bicho)

Nos áudios que enviou à entidade, Claudia afirma que “o maior problema é a destruição geral, de tudo” e que ninguém imaginava que isso aconteceria. “Eu não tenho condição de ficar com eles. Eu não tenho mais sala, eu não tenho mais nada. Eu boto um ovo em cima da pia, eles estão comendo tudo. Ou eu, ou eles”, diz a atriz, que em seguida afirma que está vivendo tempos difíceis. “Infelizmente, vou ter que devolvê-los. Eu sei que não deveria fazer isso, mas estamos em um momento muito complicado”, finaliza.

Mario, porém, rebateu o argumento da atriz sobre não saber que os cães poderiam destruir móveis. “Eles são filhotes e ela sabia que isso poderia acontecer quando adotou, isso tudo é passado, sobre destruição de móveis”, disse. “O abrigo vai oferecendo soluções e ajuda pra pessoa, mas é difícil quando tudo vai sendo negado”, acrescentou.

Depois de tanta polêmica, o único objetivo da entidade é encontrar famílias amorosas para Thor e Tigrão. A missão, no entanto, tem sido difícil. De acordo com Mario, apesar da repercussão que o caso gerou, não estão surgindo interessados em adotá-los. “Mas mesmo com toda repercussão que deu, ninguém se interessar ainda, é triste. Eles vão castrar esta semana”, disse.

O outro lado da história

Através das redes sociais, Claudia Ohana se posicionou sobre o caso. Na terça-feira (21), a atriz publicou um texto no Instagram por meio do qual negou mais uma vez ter devolvido os animais.

Na publicação, ela confirmou que adotou os cachorros em dezembro e disse que logo depois teve que se isolar em sua residência por conta do coronavírus. “Trancada em casa, sozinha e sem poder sair na rua para passear com eles, me encontrei em uma situação muito difícil”, escreveu.

“Em função da extensão da propagação da pandemia, diante da necessidade deles enquanto filhotes e das minhas limitações de saúde (comecei a ter crises agudas na minha coluna que comprometeram minha mobilidade), considerei a opção de devolvê-los. Inclusive, cheguei a falar sobre isso com a Toca do Bicho”, afirmou a atriz, que em seguida disse que repensou e voltou atrás na decisão de devolvê-los.

Claudia Ohana ao lado de Thor e Tigrão (Reprodução/Instagram)

“Fui em busca de soluções que, além de garantirem que fossem bem tratados enquanto não estivessem comigo, também permitiriam que eles tivessem espaço para correr e brincar. Em um primeiro momento, pensei em mandá-los (temporariamente) para o sítio de um amigo meu de longa data. Lá, eles teriam mais espaço e poderiam gastar mais energia”, disse.

Na publicação, Claudia Ohana contou que a ONG não concordou com a estadia dos cães na propriedade de seu amigo “porque o sítio não tinha muros e que, pelo contrato que assinei com eles, isso era proibido”. “Foi quando, eles mesmos, depois de perceberem que talvez eu não tivesse outra opção a não ser devolver, sugeriram que os cachorros ficassem (temporariamente) o período da pandemia no abrigo, onde estariam acompanhados da mãe e dos irmãos – opção que aceitei na hora por acreditar que, certamente, lá seriam bem tratados e, inclusive, mais felizes até o momento de retornarem pra minha casa”, escreveu.

Sobre não ter buscado notícias dos cães após o retorno deles ao abrigo da entidade, Claudia admitiu que errou e disse que não fez o contato porque estava concentrada em se recuperar da dor na coluna e em resolver outros problemas. “Não liguei para a ONG Toca do Bicho e errei, sim, por não ligar”, afirmou.

A atriz disse ainda que não quer “travar uma guerra com a Toca do Bicho, pois o trabalho que eles fazem é muito importante”, mas afirmou ter ficado surpresa ao ver os cães serem colocados para adoção “sem, ao menos, me consultar”.

“Confesso que não vi abandono nisso, apenas achei que era a única coisa possível de se fazer em uma situação como a minha. Ao contextualizar os fatos, não acho que agi corretamente, mas não tinha, e até agora não tenho, outra solução. Sinto falta dos meus cachorros e sei que eles também sentem de mim, mas infelizmente, nada se deu como eu imaginei”, escreveu Claudia Ohana, que logo em seguida reforçou que não entregou os cães para a ONG por conta dos móveis estragados. “Bens materiais a gente trabalha e compra de novo. O amor, não”, reiterou.

“Peço desculpas, mais uma vez, com a esperança de encontrar uma solução, o mais rápido possível, para receber os meus ‘dogs’ outra vez. Sei que, talvez, vocês não entendam minha atitude de ter pedido para eles acolherem os meus cachorros durante a pandemia, mas só eu sei o quanto eu me esforcei para dar conta de tudo e o quanto sofri por ter que me afastar deles”, finalizou.

Até a conclusão desta reportagem, a publicação já havia recebido quase 4 mil comentários. Embora alguns internautas tenham apoiado a atriz, a maior parte fez críticas. “Sou testemunha de tudo e o quanto você sofreu no dia que eles foram. Sei do seu amor pelos animais”, disse uma internauta. Outra, no entanto, discordou. “Nada justifica o abandono. Seja esse abandono como forma de devolução à instituição. Os cães sentem amor verdadeiro e sofrem muito. Espero que você não pegue mais nenhum animal. O que você fez é como dar um filho porque ele dá trabalho. E sabemos que dão mesmo. Mas o amor é maior. Fique em paz e tente ajudá-los à distância. Fique bem e leve tudo isso como uma lição”, escreveu.

“Eles querem amor e atenção”

Os cachorros devolvidos pela atriz são apenas dois entre mais de 150 animais mantidos pela Toca do Bicho, situada em Itaboraí, no Rio de Janeiro. Extremamente carentes, segundo Mario Rangel, os cães e gatos só “querem amor e atenção”.

Recentemente, o voluntário começou a fotografá-los para criar um projeto de incentivo à adoção. “Eu estou indo com ela [Amanda, a presidente da ONG] no abrigo e fotografando os animais para, junto de outra voluntária, criar um projeto para mostrar ao longo do tempo todos os cães para adoção”, explicou.

Cão com deficiência mantido pela ONG busca família sem preconceitos (Reprodução/Toca do Bicho)

Segundo Mario, quanto mais velho o animal é, mais difícil é conseguir um lar para ele. Os que não são mestiços de alguma raça também sofrem mais. “Geralmente os mestiços que parecem alguma raça são adotados até mais fácil, mas os outros é muito difícil, ainda mais adulto e idoso”, disse. Os últimos resgatados do abrigo foram dez filhotes de cachorro, que já comem ração seca e buscam adotantes, e uma cadela atropelada.

E embora os animais tenham diferenças de comportamento e aparência, todos têm algo em comum: querem uma oportunidade para dar e receber amor. “Eles são muito, muito carentes mesmo, ficam doidos querendo carinho e atenção”, contou.

O voluntário explicou à ANDA que por mais que a ONG ofereça o melhor tratamento possível aos cães, garantindo que todas suas necessidades básicas sejam supridas e que eles tenham uma vida digna, o abrigo “é um lugar muito triste, pois a maioria acaba passando o resto da vida lá”.

“Dentro de um abrigo eles ficam em canis e tem até hora de brincar, mas não é a mesma coisa que ter uma família só pra eles, por meio da qual receberão carinho e atenção exclusiva”, disse Mario, que lembrou ainda que a ideia de que apenas cachorros pequenos podem viver em espaços menores, como apartamentos, é um mito que precisa ser quebrado. “Para cães não faz diferença se o apartamento é grande ou pequeno, o que eles querem mesmo é amor e atenção”, reforçou.

Carentes, gatos mantidos pela ONG esperam por adotante (Reprodução/Toca do Bicho)

Os animais doados pela Toca do Bicho são entregues às novas famílias castrados, vacinados e vermifugados. Apenas os filhotes com menos de seis meses de idade não são submetidos à castração antes da adoção. “Mas ao assinar o termo de adoção, a pessoa concorda com a responsabilidade de castrar quando eles tiverem 6 meses, é obrigatório”, explicou. Quando a idade do animal não permite que todas as doses de vacinas tenham sido dadas, o adotante também tem que se comprometer a finalizar a vacinação no período adequado.

Atualmente, um dos casos mais emblemáticos do abrigo é de uma cadela idosa. A história de Lola é pautada no sofrimento. Comovidos com essa realidade, os voluntários da ONG estão se esforçando para encontrar uma família sem preconceitos, que entenda que mais importante do que escolher um animal pela idade é dar uma chance a quem tanto precisa, proporcionando amor a quem só conheceu a dor.

“Lola foi abandonada, os tutores se mudaram e a deixaram na antiga casa. Ela ficou lá sem comer esperando os tutores, desenvolveu depressão, chegou ao abrigo anêmica, muito magra”, contou Mario. A cadela tem por volta de 10 anos e espera pela chance de ser adotada há longos dois anos, vividos no abrigo.

“As pessoas nunca querem adotar esses animais por conta da idade deles”, lamentou Mario, que não perde a esperança de encontrar um lar para Lola e ver a vida da cadela ser transformada.

Lola vive há dois anos no abrigo da ONG (Reprodução/Toca do Bicho)

Para adotar um animal resgatado pela Toca do Bicho, basta acessar as redes sociais da entidade. “No Facebook e no Instagram, o interessado em adotar vai falar com uma voluntária que vai explicar exatamente como preencher os requisitos para adoção”, disse o voluntário.

Dificuldades para manter o abrigo

Os gastos para a manutenção de um abrigo com mais de 150 animais são altos. Somado a isso, há o registro de queda nas doações por conta da crise financeira gerada pela pandemia de coronavírus. Enfrentando dificuldades, a Toca do Bicho conta com a colaboração da sociedade para seguir com a missão de salvar vidas vulneráveis.

“Aceitamos todo tipo de ajuda, financeira, doação de ração, produto de limpeza, panos, cobertas, de voluntariado”, explicou Mario, que disse ainda que os animais consomem muita ração – alimento que também é fornecido pela ONG para animais tutelados por famílias carentes que moram nas proximidades do abrigo.

Filhotes de cachorro resgatados recentemente procuram novos lares (Reprodução/Toca do Bicho)

O voluntário lembrou ainda que no início do ano fortes chuvas alagaram o abrigo, dificultando ainda mais a situação da entidade. Uma “vaquinha” foi criada em um site de financiamento coletivo para arrecadar fundos para a reconstrução dos canis – para doar, clique aqui. 

“O objetivo é construir mais canis pra poder manter os animais seguros e fazer os resgates. Mas durante esta pandemia a ajuda caiu muito, o abrigo enfrenta essa dificuldade”, concluiu.

Nas publicações feitas nas redes sociais da ONG é possível encontrar os dados bancários da Toca do Bicho. Moradores de Itaboraí e região também podem fazer as doações presencialmente, após entrar em contato com a entidade.


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9 COMENTÁRIOS

  1. Há mais ou menos um mês, um desalmado jogou uma cadelinha minuscula, tipo pinscher, por cima do portão de casa durante a madrugada. Eu e minha familia moramos num sítio e temos 13 cães resgatados aqui ( além de 39 gatos). Como ela é muito pequena, os cachorros acabaram quebrando a pata da coitadinha no meio da confusão que se instalou. Após duas cirurgias para colocação de pino e placa, ela simplesmente me adotou! Não pode me ver sair que apronta um berreiro ( gente, faz menos de um mês!!), rosna pra tudo que chega perto de mim…enfim. Minha intenção era colocá-la pra adoção, já que não tenho como prover um espaço legal pra ela e não acho seguro ela ficar solta pelo sítio com os outros ( são todos bem maiores que ela e as brincadeiras entre são muito “violentas”.Conclusão?Vou ter que me virar nos 30 mas vou ter que ficar com ela…animais se apegam e ela já sofreu com a separação do antigo tutor ( mesmo ele sendo um desalmado). E eu, que a principio não tinha nada com isso, agora tenho. Assim é a vida…somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, querendo ou não. E as vezes temos que fazer sacrifícios sim. Faz muito tempo que não sei o que é ter um sapato em bom estado ( nem sofá, cadeira, tapete…), mas isso não justifica devolver um animal. Aliás, existem adestradores pra ajudar nesse comportamento.

    • Seu relato me fez cheirar. Mas de emoção. Gratidão por existir pessoas assim como você no mundo! Não se escolhe a quem amar, simplesmente se ama. Parabéns pela sua atitude e amor com os animais.

  2. Não somos nós que escolhemos eles é eles que nos escolhe ,vejamos eu adotei o cristopher que parece igual o da foto o amarelado com pintas pretas então ele tem 2 anos e a menos de um ano descobrir que ele tem cinomose e logo tenho um namorado e fui residir com ele e vejam eu pensei que tinha adotado ele adotou meu namorado e ele brinca com ele escuta mais ele que eu. e enquanto ele não chega ele não quer fazer nada doque quando ele está presente.concluído que eles amam quem ele escolhe mais nem por isso vou deixar ele ficar jogado e sem os cuidado necessário só porque eu o adotei. e ele agora escolhe outro Muito ao contrário vou amar porque ele é meu todinho meu e amo e cuido dele até o dia em que ele virar um anjo.

  3. Jamais, vou me afastar dos meus cães, tudo é culpa da pandemia, quem esta ao nosso lado, temos a obrigação de cuidar e zelar, quanto mais amor e prestar serviço nos sentimos bem e com este gesto tudo fica melhor!!

  4. Infelizmente quem adota animais sem raça definida correm o risco de adquirirem animais que ao crescerem viram gigantes ou manifestam desvios de personalidades em decorrência a mistura de raças ou experiências de vida. Adotar um cão, principalmente para viver em espaços pequenos, com crianças etc, é uma ação q requer muito estudo e análise para chegar a um perfil de animal que se adapte ao ambiente em que ele irá viver de forma harmoniosa. Por isso existem as raças, através delas podemos prever a personalidade do individuo, o tamanho, as aptidões e características que irão se adequar às expectativas do tutor.

  5. Ela jamais poderia ter feito isso com os animais… dava p passear sim com eles, o isolamento é com pessoas,não com eles.
    Problema na coluna…paga alguém p brincar com eles, passear sei lá.
    Antes de adotar se informa querida p depois não se arrepender, são vidas e não objetos.
    Me poupe

  6. Tenho 4,ficam em casa não saio com eles,podem correr no terraço,pode não ser muito grande mais o que importa é o amor, tenho medo de sair com eles na rua,adotei um que fica separado dos outros por causa de brigas,porte grande todos,o adotado super agressivo, porém agora é o meu xodó,com o tempo ele ficou mais suave o amor muda tudo,doar nunca são meus filhos.

  7. Tenho 11 gatos resgatados ,e ainda cuido de outros na rua , mas com certeza tem muito sentimentos de não poder cuidar de mais e quando vejo o bichinho abandonados fico muito triste em não poder pegá-los pois também tenho mais 3 cachorras , e ajudo sempre que posso em castração enfim muito gratificante, que Deus abençoe todos que se despoem

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