Crimes

Grupo protesta contra casos de agressão e envenenamento de cães em Teresina (PI)

Os manifestantes, dentre eles a tutora dos cães mortos, pedem justiça para os casos, que envolvem mortes por envenenamento e a pauladas

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Após serem registrados casos de envenenamento e agressão de cachorros em Teresina, no Piauí, um grupo organizou um protesto para pedir justiça. A manifestação foi realizada na manhã do último domingo (19) no bairro Dirceu Arcoverde, em frente à casa de uma mulher apontada como responsável pelas mortes.

Vizinha da tutora dos cães, a mulher já foi indiciada pela morte de alguns deles. No último sábado (18), mais um cachorro foi morto. A suspeita é de que ela também tenha tirado a vida do animal.

Tutora de duas cadelas, Thanandra Stefany informou ao G1 que os animais foram envenenados no último final de semana. Apesar de ter recebido socorro, uma delas não resistiu. A outra segue internada em estado grave em uma clínica veterinária.

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“Uma morreu porque eu não consegui chegar a tempo na clínica. Quando eu cheguei em casa, vi que a outra também estava morrendo. Saí correndo e graças a Deus cheguei a tempo, mas eu não sei se ela vai sobreviver”, afirmou.

A tutora suspeita que os envenenamentos sejam de responsabilidade da vizinha, que já foi indiciada pela morte de outros dois cães tutelados por Thanandra. Segundo ela, a casa dela é separada da residência da mulher por uma cerca de arame, que os cães conseguiam ultrapassar, entrando na casa da vazia – o que seria o motivo dos envenenamentos.

A manifestação foi organizada por Thanandra numa tentativa de pedir justiça. Uma caminhada, iniciada no Centro de Teresina, foi realizada até a casa da suspeita. Um dos filhos da mulher apontada como responsável pelos crimes acionou a Polícia Militar, que enviou uma equipe ao local.

Foto: Arquivo Pessoal

Após os primeiros cães serem mortos, a tutora denunciou o crime na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Na época, um áudio que seria da suspeita mostrava uma confissão. “Matei. Vou negar que matei? Não vou negar nem para a polícia o que eu fiz”, dizia a gravação.

Ao G1, a delegada Edenilza Viana, titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, explicou que a vizinha foi indiciada, no caso das primeiras mortes, por zoocídio – isso é, assassinato de animais. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Juizado Especial.

A morte registrada no sábado (18) ainda não foi informada à delegada, que orientou a tutora a registrar novo boletim de ocorrência, com laudo veterinário anexado.


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