Funcionária de matadouro no Paraná contrai novo vírus ligado à exploração animal


Foto: Andrew Skowron

Uma mulher de 22 anos, funcionária de um matadouro em Ibiporã, no Paraná, contraiu uma infecção respiratória provocada por uma mutação do vírus influenza A H1N2. A doença tem potencial de gerar uma nova pandemia, segundo a OMS.

O vírus é conhecido por circular em porcos, o que revela mais uma vez a ligação entre a exploração animal e o surgimento de doenças.

A infecção foi detectada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A mulher teve problemas respiratórios em abril e precisou de atendimento médico. Diante da situação, a Fiocruz foi acionada e confirmou a contaminação pelo vírus A H1N2. A mulher foi tratada e se curou.

A Fundação ainda não sabe informar se o vírus pode ser transmitido de uma pessoa para a outra. Desde 2005, apenas 26 casos da doença foram identificados no mundo, sendo dois no Brasil.

Exploração animal

Em entrevista à ANDA, o biólogo Frank Alarcon falou sobre a relação entre o surgimento de vírus, inclusive com potencial pandêmico, e a exploração animal.

“Uma nova zoonose surge quando um patógeno para uma especie definida encontra condições biológicas perfeitas para saltar até uma outra espécie. Neste novo hospedeiro, o patógeno poderá encontrar um ambiente bioquímico ótimo que lhe permitirá invadir e utilizar-se das engrenagens moleculares das células infectadas”, explica o biólogo.

“A criação de animais para qualquer fim cria condições artificiais muito propícias para imenso estresse fisiológico e psíquico de animais aglomerados e confinados, grande insalubridade dos trabalhadores que manuseiam esses animais, favorecimento de contato íntimo e profundo de animais aprisionados a organismos que eles jamais encontrariam em circunstâncias naturais. Nos mercados, nas fazendas, nos frigoríficos, tanques, aquários, zoológicos, exposições, animais são reunidos e apinhados em grande número. Todos esses animais encontram-se estressados, doentes, morrendo ou já mortos, sendo muitas vezes misturados indiscriminadamente”, completa.

Confira o vídeo de Alarcon sobre a Covid-19 e sua relação com a exploração animal:


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