Crime ambiental

Manchas de óleo reaparecem na Bahia e amostras são coletadas para análise

Amostras serão analisadas para que se descubra se o óleo é o mesmo que atingiu a costa brasileira em 2019

Foto: Kelmo/UFBA
Foto: Kelmo/UFBA

Fragmentos de óleo foram retirados pelo Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) da praia de Barra do Jacuípe, em Camaçari, região metropolitana de Salvador, na Bahia.

Cerca de 2 kg do material foi levado do local na segunda-feira (6) pela equipe do coordenador do Instituto, Francisco Kelmo. Manchas de óleo também foram encontradas no nas praias de Piatã, Jaguaribe, Pituba e Rio Vermelho, em Salvador.

Amostras serão analisadas para que se descubra se o óleo é o mesmo que atingiu a costa brasileira em 2019. Para isso, um banco de óleo mantido pela universidade será usado.

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Coletas também foram feitas nas praias de Piatã e Jaguaribe após fragmentos aparecerem em 25 de junho. Uma tartaruga foi encontrada morta na região na mesma data, mas sem vestígios de óleo pelo corpo.

O material retirado de Piatã e Jaguaribe é óleo venezuelano, como o encontrado em 2019. Kelmo explicou ao G1 que este pode ser um novo derramamento ou o restante do que foi derramado ano passado e que ficou no assoalho marinho.

Mais de 300 praias nordestinas foram atingidas pelo óleo no ano passado. As manchas chegaram à Bahia em outubro de 2019, quase um mês depois do crime ambiental ser constatado na costa brasileira. A flora marinha foi afetada pelo material, assim como os animais, tendo sido registradas muitas mortes.


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