Compaixão

Gatinha abandonada dentro de um saco plástico é salva em SP

Luna foi cruelmente abandonada para morrer, mas seu destino é viver

Foto: Arquivo Pessoal/ Tatiana Góes
Foto: Arquivo Pessoal/ Tatiana Góes

Uma gatinha foi resgatada no último no dia 26 de junho após ter sido covardemente abandonada dentro de um saco plástico nas ruas da Vila Polopoli, comunidade próxima ao bairro do Butantã, na zona Oeste de São Paulo. Felizmente, a filhote foi salva da morte certa por uma moradora que estava no lugar certo na hora certa. A diarista Eliana Silva passava pela rua quando se deparou com uma sacola plástica com algo se mexendo em seu interior. Deixando o medo de lado, ela abriu a sacola e ficou profundamente surpresa com o que encontrou: uma gatinha magra, debilitada e muito assustada.

A diarista salvou a bebê e a entregou aos cuidados da diretora de arte Tatiana Góes, que também atua como protetora de animais. Ela acolheu e batizou a gatinha de Luna, garantindo que ela tivesse os primeiros cuidados. A filhote foi levada ao veterinário para realizar exames. Tatiana afirma que a gatinha está reagindo bem ao tratamento. “Cada dia que passa ela fica mais esperta, no começo ela comia os comprimidos no meio da ração, hoje em dia ela cospe, já conseguiu ganhar mais de 500 gramas em apenas seis dias”, disse a protetora em entrevista à ANDA.

Para conseguir atendimento médico para a gatinha, Tatiana contou com a ajuda do projeto Animais Alzira, que auxiliou indicando atendimento veterinário a preços acessíveis. O futuro de Luna é otimista, mas, apesar disso, a protetora esclarece que a gatinha ainda precisa de alguns cuidados e resiliência para estar plenamente recuperada. “Ela está comendo, bebendo, sendo medicada, mais está com uma diarreia muito forte, então decidi levar ela novamente ao veterinário para fazer novos exames”, afirmou a protetora.

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Foto: Arquivo Pessoal/ Tatiana Góes

Com Tatiana, a gatinha conheceu a bondade, o carinho e amor, mas o seu “primeiro lar” é temporário. A protetora, infelizmente, não poderá adotá-la, pois já cuida de quatro gatinhos, e um deles está com problemas de saúde, demandando muitos cuidados e despesas financeiras. Luna precisará encontrar um novo lar e essa missão não será das mais fáceis, pois a diretora de arte só a entregará para alguém de confiança. “É muito difícil saber para quem doar, da um receio, mas a pessoa que pretendo doar foi uma indicação de uma amiga minha”, confessa.

Abandono e maus-tratos

A protetora lembra que, lamentavelmente, o abandono cruel de Luna não é algo inusitado. Ela conta que não é incomum encontrar animais abandonados na região do Butantã. Dos quatro gatos que Tatiana tutela, três foram salvos das ruas e da maldade humana. Dados apontam que no Brasil há mais de 30 milhões de animais em situação de abandono. Apenas no Estado de São Paulo esse número pode chegar a 2 milhões, sem contar a grande quantidade de animais retirados das ruas por ONGs e protetores independentes.

Segundo o consultor jurídico da ANDA, Leandro Ferro, maus-tratos a animais é crime e precisa ser combatido através de denúncias. “Maltratar qualquer animal, mesmo que não ocorra a morte, é crime previsto no artigo 32 da e ser for reincidente, não poderá converter a pena em cestas básicas ou serviços a comunidade, tendo que enfrentar um processo criminal, podendo também ser responsabilizado na esfera civil pagando uma indenização financeira pelo crime cometido e a recomposição dos valores pagos a recuperação do animal”, assevera Ferro.

Vida nova

O exemplo dado por Tatiana mostra a importância da compaixão pelos mais indefesos. Cães e gatos são capazes de grandes gestos de fidelidade, gratidão e amor. Retirar um animal das ruas e dar a ele a dignidade e proteção de um lar é um exemplo inspirador de compaixão que precisa ser replicado em uma grande corrente do bem. “Os gatinhos são a minha vida, meus amores, minhas alegrias, restabelecem minhas energias, me dão força, e eu faço tudo por eles”, concluiu.

Sobre o projeto Animais Alzira

A iniciativa nasceu há três anos cidade de Osasco, na Grande São Paulo, durante a realização de um mutirão de castração em que voluntários alertaram a população sobre a importância da esterilização para a saúde dos animais e para o controle populacional de cães e gatos em situação de abandono. Na ocasião, uma protetora, chamada Alzira, recebeu ajuda para doar 50 animais resgatados que estavam sob sua guarda.

A protetora foi homenageada nomeando o projeto que já ajudou dezenas animais a encontrar lares definitivos e temporários, além resgatar vários outros em situação de rua. A iniciativa sobrevive com venda de camisetas, brinquedos e rifas, mas o que realmente sustenta e financia o projeto, são doações e o apoio da população. Atualmente, há uma campanha de financiamento coletivo hospedada na plataforma Vakinha. Para colaborar, basta clicar aqui.

Foto: ONG Animais Alzira/ Facebook

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