Direitos animais

Ativista Jane Goodall diz que Bolsonaro e Trump não irão silenciá-la

A primatologista abordou ainda a relação entre o surgimento de pandemias e a exploração animal

Foto: Jane Goodall Institute
Foto: Jane Goodall Institute

A primatologista e ativista ambiental inglesa Jane Goodall deixou claro que não irá se calar diante das atitudes dos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, Donald Trump e Jair Bolsonaro.

“Você precisa se preocupar com as futuras gerações, ao menos deve tentar. Não vou deixar que sujeitos como Donald Trump e os Bolsonaros [o presidente e seus filhos] me atinjam e me façam me calar. Não, vou me levantar de novo. Morrerei lutando, porque é a única coisa que posso fazer”, afirmou Goodall, em entrevista ao jornal El País Brasil.

A ativista abordou ainda a relação entre a pandemia de Covid-19, o desmatamento e a exploração de animais para consumo humano. “O problema não é só não respeitarmos o meio ambiente, mas sim não respeitarmos os animais: os caçamos, os matamos, os comemos, os traficamos”, disse.

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“Muitos acabam em mercados de animais vivos na Ásia, onde essas diferentes espécies estão juntas em situações estressantes e anti-higiênicas, porque costumam matá-las nesse mesmo lugar, e desta maneira o comprador e o vendedor podem chegar a ser contaminados”, afirmou.

Goodall lembrou que os animais consumidos por humanos – incluindo bois, porcos, frangos e todos aqueles mortos para consumo no Brasil, não só na China – são seres que têm sua individualidade, não coisas que devem ser exploradas.

“É muito importante percebermos que cada animal, tanto os que estão nos mercados de carne como os que estão nas fazendas-fábricas, nessas condições espantosas, tem uma personalidade”, afirmou.

A ativista reforçou também a necessidade de combater a pobreza para proteger a natureza, porque “se você for realmente pobre, destruirá a última árvore, pescará o último peixe e disparará no último chimpanzé só para sobreviver”.

“À medida que ajudemos a encontrar outras formas de viver que não sejam destruir o meio ambiente, as florestas que se foram voltarão, e haverá mais esperança, muitos animais à beira da extinção terão uma nova chance”, concluiu.

Para se adequar ao posicionamento de Goodall, a ANDA recomenda aos leitores a adoção do veganismo como forma de se opor à devastação ambiental promovida pela agropecuária – que gera pandemias – e ao sofrimento animal.


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