ONG diz que Alpargatas proibiu funcionários de alimentar cães que vivem no local; empresa nega maus-tratos

Mariana
julho 6, 2020

Reprodução/Facebook/Instituto Eu Salvo

O Instituto Eu Salvo afirmou através das redes sociais que a unidade de Montes Claros (MG) da Alpargatas proibiu os funcionários de alimentar seis cachorros que vivem dentro do estacionamento da empresa. A Alpargatas nega os maus-tratos e diz que está alimentando os animais.

De acordo com a denúncia, os cães eram alimentados há meses pelos funcionários. “Muitos destes cães nasceram e/ou estão na empresa há meses e certamente consideram o local como se fossem a casa deles”, disse a ONG através de uma publicação no Facebook.

O Instituto informou que tentou resolver a situação diretamente com a empresa, mas que não obteve êxito. Por isso, decidiu publicizar o caso, que teria sido denunciado à ONG por funcionários da empresa.

“Entramos em contato com um dos encarregados que faz a proibição direta aos demais funcionários, nos dispusemos a ajudar esses seres inocentes e pedimos que nos deixassem providenciar castração para evitar crias indesejadas e depois, fazermos uma campanha maciça de doação dos mesmos. No entanto, solicitamos que enquanto o ‘problema’ fosse resolvido, permitissem que os cães fossem alimentados até serem doados”, escreveu o Instituto. “Infelizmente, nossa sugestão/pedido não foi atendido”, completou.

“Em outra oportunidade, pedimos que nos deixassem ter acesso ao interior do estabelecimento (região dos fundos, próxima ao restaurante), para filmarmos os animais, a fim de que busquemos ajuda para eles. Mas, novamente, não obtivemos qualquer resposta”, explicou.

A empresa, por sua vez, disse que está em contato com ONGs de proteção animal para que os cães sejam levados para abrigos. A assessoria de imprensa da Alpargatas enviou nota à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) por meio da qual informou que os cachorros estão sendo alimentados.

“A Alpargatas informa que está alimentando os cachorros que entraram na fábrica há algumas semanas. Por questões de segurança, visto que o ambiente industrial não é adequado para os animais, a empresa está em contato com ONGs para endereçá-los da melhor maneira possível para abrigos autorizados, até que sejam adotados. Uma veterinária será chamada para verificar as condições de saúde dos cães. A empresa reforça que é contra qualquer tipo de maus-tratos ou violência com animais”, diz a nota.

A entidade relatou que muitos cães que vivem em situação de abandono na região “entram e saem” da unidade da empresa “quando querem”. “Todavia, no interior do estabelecimento, próximo ao restaurante dos funcionários, precisamente nos fundos (área em que apenas funcionários têm acesso), se encontram em torno de 6 animais (cães), que por muitos meses, foram alimentados pelos restos de comida sobrados dos pratos dos trabalhadores da empresa e, por conta disso, não estavam acostumados a procurar por alimento”, afirmou.

De acordo com o Instituto, esses seis cães “se encontram no interior da empresa” e “não têm livre acesso de entrada e saída do lugar”.

“Todos os funcionários da Alpargatas foram expressamente proibidos de alimentar qualquer animal, dentro ou nas proximidades da empresa. Nem com alimentos trazidos de casa, nem com os restos sobrados dos pratos dos funcionários”, denunciou a entidade. A proibição teria partido da chefia, ainda segundo a ONG.

“O que sobra das panelas deve ser descartado no lixo e comprimido num compactador com tampa, de tal altura que os animais não alcançam para comer e saciar sua fome”, escreveu no Facebook o Instituto Eu Salvo.

Na publicação, a entidade disse que há fiscalização para impedir que os cachorros sejam alimentados. “Funcionários da segurança da Alpargatas rodam por todo o local fiscalizando e retirando quaisquer vasilhas de água ou alimento que forem colocados para aliviar a fome e sede desses animais”, relatou. “Muitos funcionários, mesmo consternados em ver os animais famintos e sedentos, deixaram de alimentá-los por medo de perder o emprego”, acrescentou.

Ao denunciar o caso, a entidade publicou um vídeo no qual cães são filmados. “Queremos chegar até eles antes que seja tarde demais”, reforçou o Instituto, que prometeu fazer uma manifestação no local e pediu ajuda à sociedade.

“Faremos uma manifestação pacífica a favor deles, na porta da Alpargatas. Participe conosco. Caso não possa estar presente, nos ajude de alguma forma. Compartilhe esta publicação. Adote um dos animais. Ajude na castração. Doe lar temporário para quaisquer deles. Vamos mostrar a Montes Claros que somos a voz dos animais indefesos”, finalizou.


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